sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Mais uma para vos alegrar do Dia dos Namorados
Aprendi mais um trivia de S. Valentim, para alegrar todos os gatos metaleiros deste universo. Aqui vai:
- Sabiam que o São Valentim, padroeiro dos namorados, também é o padroeiro dos epiléticos e da peste negra? Ah pois é!
Da próxima vez, se eu vos desejar um bom dia de peste, já sabem que é do fundo do coração e cheio de carinho...
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Bzzz
Quem é que consegue fazer uma mísera sesta de meia hora e ser castigada pelos deuses com uma mordidela mesmo a meio da testa, quem é?
Eu não, claro que não.
Romance a granel

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Sim... e agora?
- Agora que ganhou o SIM, isto quer dizer que acabaram os referendos a este tópico, ou que, à semelhança do anterior, daqui a uma década temos outro a perguntar aos portugueses se mantêm a sua convicção?
- Há propostas concretas e exequíveis para avançar com a IVG em estabelecimentos de Saúde autorizados, a lançar em tempo oportuno, ou também temos que esperar uma década para serem implementadas?
- Como vão fazer com os hospitais que, em massa, se declaram, antes do referendo, objectores de consciência? Obrigar os médicos a deixarem de o ser (algo que considero difícil e imoral, afinal de contas, todos temos direito à nossa opinião, seja ela qual for)? Contratar médicos que não o sejam para esses locais, transferir alguns que o são para outros locais?
- Como se processa isso com o pessoal de Enfermagem? Têm direito de se afirmarem objectores de consciência também?
- Os processos médicos vão ser confidenciais?
- Quanto vai custar uma IVG numa clínica privada?
- Agora que referendámos o "botão", podemos passar a falar do "fato", isto é, é desta que o Governo resolve apostar na educação sexual, para tornar quem tem ou deseja ter relações sexuais, pessoas responsáveis e conscientes?
- Como consegui eu escrever este post de forma tão adulta? (desculpem, mas não resisti...)
Posto isto, resta-me dizer que fiquei satisfeita com os resultados, apesar de ter achado que os argumentos, aquando das campanhas para ambos os lados, terem sido perfeitamente disparatados (salve-se a participação do Prof. Doutor Pinto da Costa - não, não é o Jorge Nuno! -, que foi a única lúcida e informada, na minha humilde opinião).
Agora, resta-nos esperar para ver. Espero que todo este processo seja tomado de forma adulta e que não haja as habituais trocas de galhardetes entre o "sim" e o "não", nem que se transforme esta questão de saúde uma cruzada religiosa, espiritual ou política. Sim, porque isto apenas começou... Juntemo-nos para evitar que sejam necessários fazer abortos - apostemos na informação da populaça!
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Etiqueta?...

Recebi um mail dos Bichanos do Porto com um artigo de uma senhora que escreve para a revista do jornal Sol. Esta senhora, aparentemente, tem o propósito de dar noções de etiqueta aos seus leitores; desconheço se das outras vezes o seu papel foi bem sucedido, mas posso mostrar como NÃO o foi desta vez.
Tive o desprazer de ler a sua rubrica "Consultório de Etiqueta" intitulada "O Insuportável Gato". Sinceramente, gostava de saber onde adquiriu a sua fabulosa qualidade de enxovalhar os ditos animais (e, por arrasto e sem pudor, todas as pessoas que gostam dos mesmos), dado que a sua "escola de etiqueta" ficaria, decerto, encantada com a sua aluna pródiga. Ser capaz de, em breves linhas, ser pretensiosa, mal-educada, ignorante e incómoda é um patamar a que poucos se podem orgulhar de atingir.
Dado ser psicóloga de profissão (e sim, como deve calcular, amiga dos animais todos em geral), sugiro-lhe que adquira algumas publicações referentes a distúrbios fóbicos, para melhor poder aconselhar, da próxima vez, as pobres leitoras que tenham medos. Qualquer profissional da minha área lhe dirá que não é a fugir do objecto fóbico que se cura a fobia, muito menos quando este é inócuo. A senhora, na sua tentativa de ser empática (e, desculpe, antipática), não fez mais do que reforçar a noção que a D. Ana Isabel Lima tem dos felídeos, ou seja, piorou a vida à sua leitora.
Falando como amiga dos animais, sugiro-lhe também que pondere a sua vida caso tivesse que abdicar dos seus confortáveis desodorizantes, caso fosse pontapeteada com violência sempre que desagradasse ao próximo. Já agora, desejo, de todo o coração, que a sua esteticista nunca entre de férias, dado que poderá ser acometida de um imenso "calor peludo, imensamente repelente," coisa aborrecida para uma senhora da sua fina estirpe e belo trato social.
Por fim, e reforçando o facto de ser psicóloga, ofereço-lhe uma consulta grátis, para a ajudar a ultrapassar esse medo irracional que tem de tudo o que tem mais que duas patas. Também lhe emprestava os meus gatos, mas eles são animais sensíveis e educados, estou certa que se sentiriam melindrados com a sua presença menos peluda, mas igualmente repugnante.
Posto isto, despeço-me, desejando que a sua estadia na revista da "Sol," de futuro, seja mais produtiva e culta. Os momentos infelizes que temos na vida, quando propositadamente criados são, esses sim, uma "ordinarice indesculpável."
Leonor Calaça"
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Ups...
Já que estava numa de ver coisas, resolvi também ir à caça de cortinados. Entrei n' A Loja do Gato Preto mais próxima e pus-me a mirar os ditos como se não houvesse amanhã (confesso que não sei o que é que isso quer dizer, mas achei que ficava giro dizê-lo). Uma menina aproximou-se de mim, solícita, e perguntou-me se necessitava de ajuda. "Sim," respondi-lhe eu, "gostava de saber se, porventura, irão receber mais mercadoria desta em breve." A funcionária pergunta-me qual a côr que desejo ao certo, pelo que aqui a inteligente (sim, eu!) lhe responde, sem pestanejar: "preto, e grosso!"
...
Obviamente que não me descosi depois do faux pas, limitei-me a aproveitar o ar doutoral que a roupa me conferia e referir que tinham que ser bem opacos, porque a ideia era obliterarem completamente a luz do dia, e tal... e tal, e... lá está, porque... isso.
Lição de vida: sempre que tiveres uma shopping spree, por favor vai para casa antes que ela te estupidifique por completo e te faça derreter os poucos neurónios que te tenham sobrado da adolescência...
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
"E viveram felizes para sempre"
- O príncipe, na verdade, cheira mal dos pés e dá um peidinhos mal-cheirosos de vez em quando;
- A princesa sofre de SPM e vai acabar por engordar uns quilinhos valentes dali a cinco anos;
- Os sogros de ambos são uns chatos e vão fazer visitas constantes ao casal, azucrinando-lhes e paciência com frequência;
- A internet não existia nestes tempos, nem a televisão ou o rádio, pelo que ou as pessoas se entretinham a bordar coisas foleiras ou a arranjar desacatos para ter duelos;
- O irmão do príncipe é bem mais giro que ele e a princesa vai-se arrepender de ter escolhido tão cedo;
- O príncipe tem a fantasia de ver a sua esposa com outra aia, levando um estalo na cara e dormindo no sofá sempre que o sugere à princesa.
"Viveram felizes para sempre"... tal como na vida real.
A Gerência não se responsabiliza pelos danos causados aos Tribunais americanos ou de outra nacionalidade; contudo, caso haja algum processo instaurado que resulte em indemnização, a Gerência informa que quer 50% dos lucros - afinal de contas, a ideia toda xpto veio deste maravilhoso (esse sim, mágico!) blog.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Aviso da Gerência
Gratos pela presença, leitura e crítica, subscrevemo-nos com as maiores vénias virtuais.
A Gerência
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Pérola IVG
(Homem inteligente ontem ou anteontem no Telejornal)
A gerência pede desculpa aos dinossauros, que obviamente não podiam existir, porque não estava nenhum ser humano por lá para testemunhar a coisa.
Natal?
No entanto, por muito excitante e fabuloso que fosse eu passar o resto deste post a falar das manobras vis e escondidas do FBI, Governo e ETs, quero mostrar-vos, caros amiguinhos, a mais maravilhosa decoração de Natal de todos os tempos. Só porque sou querida e quero que todos os meus fabulosos leitores tirem ideias daqui e tenham noites descansadas. Sim, eu sou a Martha Stewart dos blogs metaleiros.
Pois bem, aqui têm! Maravilhem-se.

Reparem na alvura do anjo (que, incidentalmente, tem as asas coladas ao contrário, o pobre, se tentar voar em direcção ao céu estatela-se no asfalto), no seu ar sereno enquanto rapta a criancinha, que chora de hipotermia (afinal de contas, o bebé está em roupas menores e é Inverno, como podem reparar pelo pormenor da neve, por amor dos Deuses). E, pedra de toque da maior finura, ele segura um sino a anunciar que leva a criancinha com ele e não há nada que possamos fazer para o impedir. É poesia em movimento, senhores e senhoras!
Como referi, não sou paranóica. Sou mesmo, mesmo saudável. Como tal, não me vou interrogar porque é que este Natal não foi bafejado por uma torrente de chuva que encharcasse esta visão apocalíptica, nem sequer vou achar que o dono da obra de arte a vai manter até à Páscoa na sua varanda, altura na qual substituirá o bebé por um senhor barbudo adulto, igualmente em trajes menores...
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Parabéns a mim
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Ano Novo, Treta Igual
Tenho pena do ano velho. Toda a gente deseja que o novo seja melhor, que não haja tanta injustiça, que haja mais paz, mais dinheiro na carteira (vai sonhando, lusitano), mais momentos de ternura com os filhos. E o ano velho pensa na sua vida quando era pequenino e toda a gente olhava para ele com a mesma esperança. Aposto até que, se o ano velho tivesse olhos, cairiam ali umas lagrimazitas de tristeza.
E, de resto, confesso que o ano novo me desilude sempre. Dão-se as mágicas doze badaladas e o mundo fica na mesma, os carros não começam a voar, não há pontes sem portagem, não há teletransporte... um aborrecimento.
O ano novo alegra-me por saber que, pelo menos, é um bom pretexto para estar com pessoas amiguinhas e de quem gostamos (aqui vai a graxa pós meninos e meninas que sabem quem são)...
Por isso, rabujices à parte, desejo a todos uma boa vida, ano após ano, e que vivamos para ver teletransportes e coisas que tais.

