Seguidores

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Manual das escusas

Ultimamente, ando a trocar mensagens com uma amiga. A conversa começou com coisas ligadas aos felídeos, mas claro que descambou (afinal de contas, é COMIGO que ela está a trocar missivas electrónicas), e já vamos em tópicos como:
  • a criação de um culto religioso no qual o centro é uma amiga nossa (o mau feitio ocasional dela torna-a um ícone religioso perfeito);
  • a némesis dessa amiga (porque não pode haver o Bom sem o Mau, dizem-nos as BDs);
  • alho;
  • latas de comida;
  • um jovem robusto;
  • o tempo;
  • os meus ouvidos.

Tema puxa tema, e ela menciona uma certa nostalgia pela sua infância, quando ainda tinha aquela ingenuidade que nos permite fazer umas diabrices e ter desculpa. Não te apoquentes, retorqui eu imediatamente, eu apresento-te as alternativas modernas! Partilho convosco.

O título deveria ser algo como "Manual das Desculpas Para Termos Feito o Que Quer Que Seja Que Tenhamos Feito, e Que Nos Poderá Meter Em Apuros Se Não Tivermos Um Bom Argumento Defensivo." Em alternativa, e porque eu gosto de descansar os vossos neurónios, podemos designar, singelamente, esta obra de génio como "Manual das escusas". Aqui seguem os itens desculpatórios:

  1. Síndrome Pré-Menstrual - ah, aquela condição feminina embrulhada em mistério para os homens, e que serve para tanta coisa... Se for homem, pode sempre referir que isto o tem apoquentado sempre, apesar da mudança de sexo;
  2. Stress agudo - esta problemática tão moderna, que pode ser aplicada a tudo e mais alguma coisa... não esquecer a utilização da palavra "agudo", tal como se usa o "activo" nas propriedades dos detergentes. Senão, não funciona;
  3. Stress esdrúxulo - para os mais valentes. Façam um ar de cientista conceituado e bi-vencedor de Nobel com esta, senão pode correr mal;
  4. Síndrome vertiginoso - atenção: se os seus rendimentos anuais forem parcos, abstenha-se de usar esta desculpa. Aparentemente, isto só dá aos ricaços - o resto da malta limita-se a ter reles "tonturas";
  5. A pílula - toda a gente sabe que a pílula é o demónio. A Igreja confirma. É por tomarmos isso que nós, fêmeas, ficamos loucas num minuto e fofinhas noutro, facto cientificamente comprovado pelos mesmos senhores que afirmam não haver relação entre a poluição e o aquecimento global. Os homens também podem usar esta desculpa, mas convém usarem soutien enquanto a verbalizam;
  6. Insanidade temporária - alternativa ao item 5, para os homens mais mariquinhas. As mulheres não podem usar esta, porque é universalmente aceite que ser gaja e insana é um facto, não uma desculpa - novamente, os cientistas do item 5...;
  7. Ler O Nicho do Gato Metaleiro em demasia - na minha opinião, a rainha das desculpas. Contudo, se tentar esta, aviso que irá um homem corpulento e pouco ciente da sua higiene pessoal bater-lhe à porta e pedir uma contribuição para este blog.

Não se esqueçam de me contar a vossa experiência quando aplicarem estas ideias brilhantes.

Vão visitar, se faz favor

Animais de Rua - Projecto de Esterilização e Protecção de Animais Sem Lar

Quem espreitar este blog com um bocadinho de atenção verá que a causa animal não me é, de todo, indiferente. Sim, porque esta carinha laroca não é só ar, maquilhagem e o ocasional pêlo de gato errante, também tenho que ter alguma coisa de interesse para mostrar ao S.Pedro quando lhe fizer truz-truz na portinha daqui a uns valentes anos (ignorem o comentário aqueles que souberem que sou pagã. Grata.)

Assim sendo, vou publicitar descaradamente o nascimento da versão em inglês do site Animais de Rua, dirigido ao público anglófono a viver em Portugal e que deseje ajudar a causa deles.

Porque é que eu quero, exijo e mando que todos os meninos e meninas espreitem a coisa? Porque fui eu que fiz a tradução, pois então. Como vêem, eu até sou benemérita, estou-me abertamente a oferecer como alvo para as vossas críticas e comentários de melhoria.

Visitem, divulguem, mostrem aos amigos tugas e bifes. O Animais de Rua trabalha para uma causa nobre e todas as ajudas são preciosas.

Então, ainda aqui estão?!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

De que é feito um filme - parte I

Anteontem esteve em minha casa um amigo. Este facto não seria particularmente especial (felizmente, até tenho um número considerável de gente disposta a aturar-me por períodos mais ou menos prolongados no tempo, não sei muito bem porquê), não fosse esse o amigo que mais ideias esquizas me dá, e com a particularidade de ser material altamente blogável. Por isso, amigo Tiago, vou-te roubar descaradamente esta ideia e usá-la como se fosse minha, neste preciso instante. Aliás, em tua honra, hei-de tentar esticar este conceito até a corda partir, ocasião em que te culparei pelo afundar dos meus posts brilhantes.

Indo ao que interessa, falemos do tema da coisa: filmes. Estávamos na converseta, quando assunto puxa assunto, e o Tiago chega à conclusão que todos os filmes mais actuais acabam por ser uma versão apenas ligeiramente modificada de filmes antigos.

Vejamos, então, a confirmação da ideia dele:

Pearl Harbor - Titanic dos aviões
Rapaz conhece rapariga, rapariga quer rapaz, coisas más acontecem, rapaz e rapariga têm direito a apenas breves momentos de felicidade. O drama! Num filme o climax é a guerra, no outro é um iceberg. Pimba.

O Sorriso de Mona Lisa - Clube dos Poetas Mortos, versão estrogéneo
Pessoa visionária dá aulas a alunos sedentos de conhecimento e de modernices/a alunas espertas mas arreigadas aos bons costumes de antigamente. Pessoa visionária encaixa-se um pouco mal no meio dos alunos, a início. Pessoa visionária leva raspanetes de pares e director da escola. O climax de um é um suicídio, no outro é um divórcio. Dou a mão à palmatória: não há, no Sorriso, frase tão emblemática como o "Captain, my captain!"

Então, que tal, o rapaz tem razão?

Por hoje, meninos e meninas, ficam aqui estas duas amostras. Se tudo correr bem, mais serão acrescentadas à medida que a cuidadosa análise desta vossa mui humilde semi-escritora for avançando.

Et voilá!

A Gerência tem nova imagem

Editei o meu perfil. Cheguei à conclusão que estava tão pouco pretensioso que era difícil levarem-me a sério. Este é um blog que se pauta pelo controlo constante de qualidade e assuntos da actualidade tratados de forma responsável, e não podia desiludir os meus fãs. (Por favor insira um ar de diva aqui)

Agora acho que está muito melhor, cheio de coisas que me fazem soar infinitamente interessante e pedante. É agora que este blog vai ser projectado para o Espaço (mais não seja, para ser esquecido para todo o sempre)...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Pensamento do Dia

Se um claustrofóbico fechar os olhos com muita força e adormecer, fica cheio de medo e grita?

(perdoem-me, mas às nove e tal da matina, é o melhor que consigo...)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cartão multibanco

O meu habitual cartão multibanco caducou hoje. Infinitamente sábios, os senhores do banco enviaram-me, cerca de uma semana antes, o cartão novo. Afinal de contas, era chato eu ficar sem poder gastar horrores em tudo e mais alguma coisa ao mínimo impulso, pelo que considerei o gesto desinteressado deles uma simpatia.

Entretanto, tendo-me dado conta que não sabia o PIN novo (porque nunca recebi nada pelo correio), resolvi dirigir-me a um balcão do meu banco para saber se era possível sabê-lo lá, ou se me podiam atribuir um outro PIN, ou qualquer coisa que o valesse. Retrato aqui a seguinte conversa, com alguma liberdade criativa:

- Bom dia.
-Bom dia. Em que posso ajudar?
- Passa-se o seguinte: o meu cartão velho vai deixar de funcionar amanhã e acabei de reparar que o novo não veio com PIN, e precisava de um novo.
- O PIN é o mesmo de sempre, minha senhora.
- "O mesmo de sempre", como assim?
- Sim, é o que lhe foi atribuído de início, desde o primeiro cartão que tem.
- O original?
- Exactamente.
- Mas eu não uso o PIN original, mudei o número para outro mais conveniente para mim...
*Cara de afronta* - Ah, e não se lembra qual era?
*Cara de espanto* - Se o mudei porque não queria decorar um número novo, é óbvio que não me lembro dele, não acha?...
- Não guardou o papel original?
*Cara de espanto maior* - Claro que não, então vocês não pedem sempre aos clientes que destruam o papel por razões de segurança?!
*Cara de político que esconde escândalo sexual* - Pois, certamente. Pois, se não tivesse mudado o código...
*Cara de quem vai explicar algo a um menino muito burro e muito pequenino* - Oiça, nas caixas Multibanco é-me dada a opção de mudar o código, certo? Certo. Eu mudei o código, e de forma perfeitamente legal, ou seja, com o vosso aval. Agora vem-me dizer que posso mudar de código, desde que decore o antigo? Então para que o mudo em primeiro lugar, porque é fashion?!
*Cara de afronta de novo* - Certamente que não, minha senhora. Deseja pedir um cartão novo? Implicar-lhe-á custos.
*Cara de Zé Povinho* - Oh que espanto, eu ter que pagar por uma estupidez vossa...

Enfim, mais palavras para quê?...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O Restaurante Nepalês

Isto é um relato verdadeiro. Não me responsabilizo por eventuais traumas que possa causar. A gerência agradece.

Um amigo meu foi acometido por aquele sentido de aventura que corre nas veias de todo o lusitano decente e foi a um restaurante nepalês. Ir a um restaurante nepalês, quer-me parecer, indica que temos que ir preparados para ver a presença de comidas exóticas e impronunciáveis na ementa, como lentilhas cozidas em buracos de lama, ou iguarias afins.

Porém, nada, mas NADA o preparou para a bebida que ele viu na ementa nepalesa. O que seria? Leite de iaque aromatizado com tâmaras avinagradas?

Não... Sumo de laranja natural.

Mas então, o que há de exótico no sumo, perguntam-me vocês?

Só lendo...



Bebam por vossa conta e risco!

domingo, 20 de janeiro de 2008

As verdadeiras origens da ASAE


"Eh pah, não acredito."
"O que foi? O que se passa?"
"O Jota Cê está fulo da vida, olha para a cara dele."
"Então?"
"Não gostou que a refeição tivesse sido servida em pratos de barro, pediu o Livro de Reclamações!"
"Então o que queria ele? Louça Limoges?"
"Ele falou em plástico... diz que isso é que é progresso e higiene!"
"Ah, 'plástico', essa coisa que ele prega que vai existir no futuro... Estamos lixados, ele mais a sua mania das grandezas. O povo há-de sempre apreciar a simplicidade do barro, digo eu!"
"Nada disso. Ele já disse ao Judas para, quando escrever as suas memórias, referir uma coisa chamada ASAE, para no futuro ajudar alguns povos a aderir à moda..."
"Valha-nos Deus..."

sábado, 19 de janeiro de 2008

O cogumelo que veio do espaço



Esta maravilha bípede foi trocidada e agora faz parte da minha estrutura molecular, depois de ter participado numa sopa-maravilha. Tinha esperanças de a ver dançar sapateado antes de ser sacrificada, mas nada. Parece que não era desses cogumelos...

Paz à sua alma.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

...

...E não é que fugiram mesmo?

Se eu pedir agora mesmo uma fortuna imensa e incalculável, acham que os gnomos da sorte também ma dão?

Vou ali esperar deitada e já venho...

Momento paranóia

Estão, no momento em que escrevo isto, 15 pessoas a espreitar este blog.

FUJAM!!!

A Internet faz-me mal à cabeça, está visto.

Danny Cavanagh

Foi no passado dia 11 que Danny Cavanagh dos Anathema veio a Lisboa para um concerto intimista e acústico. Tudo o que tenha a ver com Anathema me faz cócegas na fibra musical, por isso senti-me como o Garfield em frente a uma tonelada de lasanha quando obtive um convite para ir ver o concerto de borla.


Para quem sabe do que falo, aqui ficam algumas imagens de um dos melhores momentos musicais da minha vida.