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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cats on Drugs


O que se faz quando se tem 6 gatos em casa e temos um cenário de guerra doméstica? Drogas!

Pois é. Decidi vergar-me aos senhores da indústria farmacêutica, temporariamente, e aceitar os seus pozinhos. Eis o cenário pré-droga, ou a minha justificação:
  • 6 gatos, 5 semi-novos (parece que falo de venda de carros) e 1 velhinho;
  • o velhote não gosta de aproximações de nenhum peludo, embora tolere a presença de alguns, desde que não se cheguem demais;
  • 1 deles, novito, gosta de dar umas pantufadas valentes no velhote;
  • 3 deles (dois residentes e 1 convidado) gostam de bater forte e feio noutro que, pobre, foge e se refugia nos locais menos próprios à sua saúde: topo do frigorífico, fundo do sofá...
  • Gaja sofre com falta de sono, falta de sossego, falta de condições para os peludos;
  • Gaja resolve tomar medidas.

E é aqui que entram os químicos. É lindo, mas agora posso dizer aos meus amigos que tenho que ir para casa, não para regar as plantas, mas para dar o Prozac aos bichos.

Assim, todos os dias, normalmente à mesma hora, lá temos o Ritual da Toma, que eu aposto que os gatos chamam Ritual de Azucrinar a Gaja. Vejam:

  • Gaja pega na cápsula do medicamento;
  • Gaja abre cápsula e despeja o conteúdo para uma placa de plástico, tipo assassina em filme de Poirot. Gaja evita dar risadinhas maléficas a condizer com filme;
  • Gaja pega em faca e reparte as doses para gatinhos nos pratinhos deles;
  • Gaja vai buscar, dis-cre-ta-men-te as latinhas de comida. Assobia para não dar nas vistas;
  • Um dos gatos (o mesmo todos os dias) tem nariz de cão e detecta o cheiro da comida a 2kms. Vai a correr e lá começa a miadeira, como se o animal não comesse há uma semana;
  • Gaja revira olhos. Ghaaar! Pensa, pela milésima vez, em usar tampões para os ouvidos nesta operação;
  • Gaja reparte e esmaga comida, ao som dos miados. Tenta, sem sucesso, cantar (mal) por cima do barulho já existente;
  • Gaja chama restantes gatinhos, tentando não fazer voz esganiçada de psicopata: "gatiiiinhos, bsh bsh bsh, andem à papiiiiinha!" Gatos mordem isco. A miadeira quadruplica.
  • Gaja despeja pratos no chão e tenta não perder um dedo no meio do entusiamo felino.
  • 3 minutos depois, gaja apanha pratos e lava o que resta.
  • Gatos calminhos, gatos a dormir, ambiente fofinho em casa!

E dizem-me que tenho que repetir esta coisa por, pelo menos, três meses... que bom.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Finalmente...

...o artista! Está com um ar sofrido, o pobre. Mas também o que seria de esperar, a ter que ter aquele ar intelectualóide de quem sabe o que faz a noite toda?


Foi assim III






Foi assim - mais fotos

Eu disse que foi giro? E havia champanhe e chocolatinhos. E sumo para os fracotes.






Foi assim

Noite da inauguração da exposição de pintura do artista Emanuel de Sousa. Foi bom.







Fotos de Cláudia Mendonça.

Pensamento do Dia

"Posso-lhe pagar uma bebida?"

"Não. Posso ficar antes com o dinheiro?"

George Carlin, esse génio (RIP)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Porque ELE está em todo o lado


Irmãos, arrependei-vos!
Todos os hereges que duvidaram da Sua existência, eis a prova! Ele está em Barcelona, e trocou a rede de pesca pela tesoura de cabelo!

Amén.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

E porque foi, afinal, um dia bom?

Por tudo isto:






Hoje é um bom dia

Porquê?

Porque dormi até tarde sem culpas.
Porque um dos meus gatos teve um ataque de mimo e mordeu-me o nariz.
Porque esse mesmo gato, no mesmo ataque, me babou o teclado do portátil.
Porque está sol, mas não muito calor.
Porque vou ver patinhos e dar-lhes todo o pão que não comi e congelei só para eles.
Porque vou tirar fotografias e, se calhar, desenhar.
Porque me vou encontrar logo com um tipo super divertido e... ruivo.

Porque posso. Mai nada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pensamento do Dia ou A Taxa

O Governo decidiu que, a partir de agora, as pessoas que vão ao hospital devido a lesões por violência doméstica deixam de pagar a taxa moderadora. Para mim, não é incrível que deixem de pagar, mas sim que tivessem que pagar até agora. Por outro lado, também me é estranho o conceito de ter de pagar taxas moderadoras depois de já pagar impostos...

Dada esta minha dificuldade intelectual, será que, se eu for parar ao hospital devido a uma forte alergia, eu posso dizer que foi o(a) meu/minha companheiro(a) que me atirou ácaros à cara e ficar, deste modo, isenta de pagamentos?


E aqui vai uma imagem de um ácaro para vos ilustrar a minha ideia brilhante e ajudar na digestão.

E aqui vai um beijinho ao Hospital de S. Marcos, o impulsionador da estup... da situação que gerou toda esta polémica de taxas e gente batida.

E... a coisa é só para mulheres, ou os homens grandes e fortes são considerados parvos se as mulheres os conseguirem magoar? Em caso de dúvida, sugiro que um homem-vítima vá ao S. Marcos esclarecer já isso.

A Tirania cibernética

Uma das vantagens de se ter um blog é sermos os tiranos do nosso próprio ciber-espaço, e ninguém nos pode chatear. Eu gosto de me aproveitar disso.

O mais giro é que tenho amigos que se prestam a ser vítimas das minhas idiotices. E, pobres coitados, são vítimas da minha tirania de ciber-espaço também, o que, conjugado com um telemóvel com câmara, pode dar asneira.

Aqui está a prova.

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Tenho dito.

domingo, 3 de agosto de 2008

GPS II

Já discorri, em tempos, acerca do GPS, essa invenção-maravilha para pessoas sem rumo como eu.

O aparelho GPS é o espectáculo, uma espécie de Ambrósio preguiçoso (“Digo-te onde fica, mas és tu que te arrastas até lá, seu burguês desgraçado”) e uma preciosa ajuda para quem tem – como eu – uma certa fobia em se perder em estradas nas quais não tem qualquer ponto de referência.

Hoje não quero falar deste aparelho propriamente dito, mas sim da relação que o Homem tem com ele. É uma relação com uns contornos um pouco estranhos, como não vemos em mais lado nenhum na nossa sociologia de massas. Eu explico:

-- Existem dois tipos de pessoas no mundo: os que acreditam no GPS, e os que não acreditam nele;
-- Os que acreditam nele simplesmente inserem coordenadas e vão cegamente para onde o aparelho manda, o que por vezes pode querer dizer o fundo de um lago, mas isso é um tabu e ninguém deste grupo fala nisso;
-- Os descrentes no poder do GPS recusam-se a aceitar a sua sabedoria e, quando se dirigem aos crentes desta entidade, fazem uma expressão de incredulidade e dizem: “ssssim, mas deixa-me dar-te outras indicações na mesma, não vá isso falhar…”

Agora eu pergunto: porque é que não há os Talibans do GPS? Porque é que não há guerras, batalhas épicas, discussões monumentais à pala destas diferenças ideológicas?

Só prova que nós, seres humanos, somos mesmo estúpidos. Em vez de nos debatermos em nome do pró-GPS (ou anti-GPS), andamos por aí à porrada uns com os outros por causa de uma outra coisa que nem se vê e que nos convenceram que, essa sim, é que fez e manda no mundo. Bah.