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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ah, e...

...vou passar uma semana a Glastonbury! Eis os locais por onde vou passar:








E coiso. Giro, não? Para os metaleiros (não precisam de ser gatos), é o local onde foi gravado o Silent Enigma dos Anathema. Para os pagãos, bruxos e afins, é Avalon. Para os patetas das lendas, é onde viveu o Rei Artur. Para mim... é onde vou rapar um frio do caraças, que vi hoje a previsão meteorológica para os próximos dias e deu-me uma coisinha.

Gato metaleiro? Gato drogado...

Lembram-se do persa cá de casa? Pois é, ele além de ter um penteado da moda, tem outra característica muito fofinha: uns xixis fora da areia, pelo menos duas vezes por dia! Cá em casa, temos a mania que há alternativas para o fazer parar - além de lhe torcer o pescoço (algo que nos passa, de quando em vez, pela cabeça). Assim, sua felineza real tem direito a areia limpa com a frequência de um obsessivo-compulsivo, difusor/ambientador com feromonas relaxantes (ah, o spa!), uma metade da casa só para ele (i.e., sem outros gatos) e medicamentos pelas goelas abaixo.

Com tudo isto, acham que sua excelência pára de me mijocar o chão de soalho quase centenário? Claro que não, o imbecil. Um destes dias, já perto da gota-de-água, resolvemos que lhe íamos alterar a medicação. Era um medicamento que ele já tinha tomado antes, mas como tenho memória de peixe já não me lembro se era mais, ou menos, eficaz do que o actual, por isso embora lá experimentar de novo.

Como referi, tenho memória de peixe. E, falando de peixe, o filho do dito gosta de nadar e eu fui-me juntar com uma criatura-macho que tem tanta, ou pior, memória que eu, mas acha que é um Pentium XXII (sim, eu sei que não existem. Chiu.) "Qual é a dose que lhe tens que dar?" perguntei eu, e ele, com toda a convicção, responde que "um quarto de comprimido!"
Eu já devia saber o que a casa gasta. Mas parece que ainda não aprendi, de modo que achei que ele até percebia do assunto e a coisa ficou marcada para o dia seguinte, um quarto de comprimido a viajar para dentro do persa adorável...

Bem... não matámos o gato. Mas devemos-lhe ter dado a maior moca da sua vida: o bicho deixou de miar, deixou de gritar cada vez que me via, deixou de fazer ronrom, deixou de tudo. Até deixou de mijar o chão! Fiquei assustada.
Metia dó ver o gato. De vez em quando, ia mudar de posição e levantava-se, mas a meio devia esquecer-se qual a sua missão, e ficava os próximos dez minutos meio agachado, meio levantado, à procura, naqueles neurónios felinos, qual o objectivo da sua vida naquele momento. "Quero levantar-me? Oooh, a minha pata é cor-de-rosa. Quero sentar-me? Quem sou eu? Ooh, psicadélico, aquilo ali ao canto. Mãe, és tu?"

Resultado: fiquei o dia todo em casa, sem ter coragem de desviar os olhos dele, não fosse o gato morrer e eu ter mau kharma, senti-me uma narcotraficante felina e ainda andei com medo que ele me mijasse não o chão, mas a cama! Eu não mereço.

Ah, isto foi anteontem. Posso dizer que, hoje, o gato ainda está ligeiramente mocado. Há-de haver algumas dores de cotovelo a ler isto...

sábado, 1 de maio de 2010

Pensamento do Dia

Se, segundo as Testemunhas de Jeová, apenas 10000 professantes da religião deles é que vão ter direito ao Céu quando vier o Apocalipse...

...não era suposto eles não quererem recrutar ninguém, para evitar a concorrência?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Pedro de Ferro - Descansa em Paz


Nem acredito que este desgraçado tenha morrido. Sinceramente, apetecia-me dar-lhe um par de estalos pela desconsideração. Isto é, se tivesse um escadote para lhe alcançar a cara. Dois metros e um centímetro é muita altura.

Nunca o conheci pessoalmente. Mas era como se o conhecesse - é assim que os fãs se sentem, não é verdade? Tinha um sentido de humor bestial, daquele tipo que choca a maioria das pessoas e as faz pensar se aquilo era a sério ou a brincar. Ah, e também cantava.


Não era um homem bonito, e confesso que vi mais daquela anatomia do que gostaria. O rapaz posou para a Playgirl na condição de não aparecer com um "cogumelo murcho" e assim foi feito. As imagens ainda deambulam na Internet e foi com uma delas que uma amiga (olá, Cláudia!) se despediu dele. Queimou-me os olhos e aposto que gerou algumas invejas masculinas.

Não era um homem bonito, este Peter Steele. Mas, nas circunstâncias certas, era um homem sexy. E fez-me acreditar, naquela cidadezinha onde vivia e me vestia de preto como mais ninguém, que um dia, algures, iria encontrar outros que me entendessem. Eu, afinal de contas, não era uma aberração - ou, pelo menos, havia outras no mundo, já era um consolozinho.

Espero que estejas a dançar por aí, pah. Espero que andes a assombrar quem te irritava. Tenho pena que o coração te tenha falhado e te tenhas pirado antes de começares a gravar o novo álbum de Type O Negative. Isso irrita-me. Bah.

Não tenho muito jeito para isto, nem para ser lamechas. Raios te partam por teres morrido, e desculpa lá esta homenagem ranhosa. Podia ser melhor, eu sei, mas é a paga pela tua saída precoce. Aos 48 anos. Isso faz-se?

Ao menos vi-te uma vez ao vivo. Caso contrário, ia ficar mesmo irritada contigo. Adeus e até um dia.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

A caixa

Um dia destes, passei pelo blog da Sibiluna e encantei-me. Não resisti e fiz uma encomenda: uma caixa para guardar o Tarot. Nós, bruxas, temos manias destas, gostamos de coisas para guardar outras coisas.

Disse o que queria, vagamente, e a artista saiu-se com esta obra (fotos surripiadas sem vergonha do blog dela):





Está impecável. Recomendo. E não, não recebo comissão pela publicidade! Mas não custa tentar... ahem.

Olhó frango da moda!

Chegada a Primavera, temos que estar na moda. Resolvi que o ar do persa cá de casa estava um bocado retro e que era chegada a altura de o actualizar. Look Primavera, ao alcance de qualquer gato...


Gostam? Ele parece estar encantado da vida, a avaliar pela sua expressão. Atentem nas botas de Inverno, no espanador traseiro e no capacete. Um must. Houvesse partes pretas no animal e promovia-o a Storm Trooper (para os ignorantes: os guardas maus do Star Wars).

Viva a Primavera!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sushi

Passei ontem por um restaurante que anunciava fazer sushi. Mas atenção, não era um sushi qualquer. Era... atenção... SUSHI ALENTEJANO!

Como não entrei, não pude confirmar os pratos vendidos, mas vou fazer umas conjecturas:
  • Nigiri de migas
  • Açorda com salmão crú
  • sashimi de bacalhau crú
  • Porco preto com arroz açucarado
  • Conquilhas cruas?

O mundo está de pernas para o ar...

sábado, 13 de março de 2010

Almofadas animadas.

O Japão sempre foi grande adepto de desenhos animados. Tudo o que é desenho animado é, por lá, designado por Anime. Para nós, ocidentais, esta palavra tem a promessa do grafismo nipónico, as aventuras extravagantes e exóticas de bonecos de olhos gigantes e cabelo cor-de-rosa cheio de fru-frus (quer sejas um personagem masculino ou feminino).

Quando eu era pequena, tendo vivido em Macau, o Anime era a personificação de coisas divertidas, de princesas e poderes especiais. Mal podia esperar para chegar a casa, depois da escola, e ligar o televisor para ter os neurónios bombardeados com histórias patetas e coloridas. À medida que fui crescendo, porém, e com a vinda para a Europa, acabei por perder este entusiasmo por este tipo de animação, e sempre pensei que isto fosse a consequência natural de "crescer."

Qual não é o meu espanto quando descubro que, afinal de contas, o movimento de adeptos Anime é para todos, miúdos e graúdos. Passado o espanto, claro que admito que este interesse deverá ser mais significativo no Oriente, afinal de contas, a coisa veio de lá.

Eu sou uma pessoa liberal. Aceito (quase) tudo, (quase) nada me espanta, ainda para mais, tendo uma licenciatura em Psicologia. Este fenómeno quase, quase me conseguia espantar:

Aparentemente, há homens japoneses que desenvolvem paixões assolapadas pelas personagens femininas de certos Animes, e de tal maneira que almejam ter relações de carácter mais "real" com elas - vindo do Japão, isto dificilmente é uma coisa estranha. Mas estranho é que estes tipos comprem almofadas de TAMANHO REAL e se passeiem com elas na rua, como se estivessem a passear a namorada...


Levando a coisa um nível acima, um coreano resolveu, há dias, casar com a sua almofada/namorada. Ok. Aqui já traço uma linha. Tenho algumas perguntas:

  • Se fosse um português, de certeza que substituía a almofada por uma ovelha. Poderia ele casar com o animal na Coreia? O animal teria que ser do sexo oposto?

  • Quando a fronha se suja, o coreano lava-a na máquina ou à mão? Torce o tecido? E se o pano se rasgar, ele leva a fronha ao hospital?

  • Quando ele deitar a cabeça, à noite, noutra almofada para dormir, será que isso é considerado traição?

  • PORQUE RAIO, SE ISTO É LEGAL NOUTROS PAÍSES, AINDA PERDEMOS TEMPO A DEBATER SE O CASAMENTO HOMOSSEXUAL DEVE SER LEGAL CÁ?!

Ainda bem que somos ocidentais e estas taras nunca nos atingiriam. Certo?...

Excepto, claro, se fores fã do Edward Cullen e o quiseres no teu quarto também...



Tem medo. Tem muito medo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Abelhinha ocupada

Tenho andado muito caladinha por aqui. Tenho ocupado os meus dias com outros afazeres, mas não esqueço a escrita. Tenho, sobretudo, andado a escrever para mim (aquela faceta um pouco mais séria que não existe aqui) e este meu filho cibernético anda a ser um bocado negligenciado. Peço desculpa aos que acompanham as minhas peripécias tipo filme de baixo orçamento. Mas como a minha vida ainda tem momentos de pura estupidez, em breve terei novidades.

Aguardem-me, em Língua Portuguesa como deve ser. Sim, porque por aqui não há cá acordos ortográficos! O Sócrates pode mandar em muita coisa, mas neste blog a senhora e dona ainda sou eu...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pensamento do Dia

Se espirrares enquanto estiveres deitado na cama...

... tem o cuidado de virar a cara para o lado. A nuvem de perdigotos que te acertam na cara, caso estejas a olhar para o tecto, pode ser ligeiramente desagradável.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dor de cotovelo

Há uns meses que ando a sofrer de dor de cotovelo. Coisa grave, portanto, porque quando nos queixamos, toda a gente assume que estamos a sentir uma certa inveja de alguma coisa. Isto dá origem a conversas interessantes, dependendo de onde estou.

Em frente a uma montra:
- Dói-me o cotovelo, raios.
- Percebo-te perfeitamente! Também adorava ter aquele relógio!

A folhear uma revista:
- Que dor de cotovelo, bolas.
- Oh, eu sei! Também queria ter o rabo da Angelina!

E lá se criam aqueles momentos desconfortáveis em que vais ter de estilhaçar a ideia que a outra pessoa tem que partilhas invejas com ela e explicar a coisa direitinho.

Na verdade, é uma dor física. Dói-me, literalmente, o cotovelo. Melhor dizendo, doem-me os dois. Eu quando tenho dores gosto que sejam bilaterais, para não ter uma parte do meu corpo a rir-se da outra. E é mais democrático.

Os meus cotovelos começaram a queixar-se no trabalho. Era coisa pouca, um certo incómodo de quase nada, para depois, com o tempo, cavalgar até se tornar uma chatice que me impedia de pegar no saco das compras sem ganir.

Claro que arranjei logo maneira de aproveitar a minha desgraça. A casa-de-banho precisa de ser lavada? Ai! Ui! Cotovelos em chama! Lavar a loiça? Dor! Inchaço! E os dias passavam (alguns com a casa-de-banho e a loiça num estado um nadinha de nada imundo).

O problema agora é que a dor continua cá, apesar dos tratamentos de ultrassom, massagens e pomadas. Os anti-inflamatórios estão, rapidamente, a tornar-se os meus grandes amiguinhos matutinos. Não é coisa fixe.

Assim sendo, além de me querer queixar ao público cibernético que por aqui anda, aproveito para lançar um apelo. Aliás, vários. Aqui vão:

  • Quem é que vai trabalhar por mim para não me doerem os cotovelos? No fim do mês, eu ofereço uma palmadinha nas costas e recebo o salário. Só porque sou mesmo boa pessoa.
  • Quem me massaja? Dou biscoitos de cão em troca.
  • Quem lava a casa-de-banho? Ofereço um ambientador de carro ligeiramente usado.

Vá, são ofertas irresistíveis. Alinhem. Coiso. Cenas. Eu mereço.

sábado, 17 de outubro de 2009

Gás - dedicado aos homens


Estive a ponderar se haveria de escrever sobre este assunto tão delicado, e especialmente se me estou a dirigir aos homens que andam pelo ciber-espaço a ler blogues como o meu (coitados). Afinal, sou membro do clube do sexo feminino e não posso andar por aí a revelar segredos... Mas que se lixe, os homens têm direito a saber a verdade e eu vou contá-la.

Já todos ouviram, com certeza, a famosa frase "que horror, claro que não fui eu, as mulheres não soltam gases!" da boca de uma fêmea. A maioria de vocês riu-se, pousando brevemente o pensamento no significado de tal afirmação, para nos cinco segundos seguintes se perder com a visão daquela gaja boa que acabou de passar.

Agora que não há gajas boas por perto (vá, olhos no ecrã, nada de olhar de soslaio para a última edição da Playboy ali ao canto da mesa), é tempo de ponderar no real significado dessa frase: as mulheres não soltam gases. Pensem nisso com força. Pensaram? E a que conclusão chegaram? Que disparate, certo?

Errado! As mulheres, de facto, não se largam. É mesmo verdade, verdadinha. Nós acumulamos gás, claro, afinal de contas, somos tão animais quanto vocês, homens. Só que não os deitamos fora, somos assim, ecológicas e poupadinhas. Nós retemos o ar e depois limitamo-nos a flutuar, graciosamente, pelos sítios, com um ar de snobismo brutal (na verdade é sofrimento, mas as pessoas tendem a confundir os dois ares). Sim senhoras, nós flutuamos.

O grande problema de NUNCA cheirarmos mal dos interiores é que os deixamos acumular cá dentro, e a coisa pode-se tornar tóxica. Síndrome Pré-Menstrual? Disparate, mito, mentira! É o gás que nos sobe à carola e nos faz ter reacções estranhas. A culpa não é nossa, é desse maldito ar que fica cá dentro. Uma mulher teve à vossa frente reacções estranhas? Gás. Ela quer desesperadamente fazer compras? Gás. Ela pergunta-vos se está gorda? Gás.

Por isso, caros homens, da próxima vez que virem uma mulher a agir de modo irracional, párem de culpar as hormonas, os saldos ou a publicidade. Culpem o verdadeiro culpado. Culpem o feijão ou a couve. Culpem a fermentação maldita. E em vez de terem discussões parvas acerca da cor do frigorífico, apertem-nos a barriga e ajudem a soltar aquele peido que nos está a intoxicar!