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segunda-feira, 1 de maio de 2006

Barroselas no seu melhor

Isto é para as almas que lá não foram, para as almas que foram mas não olharam, para as almas que estavam demasiado entretidas com coisas que não interessam nada, como a música, ou demasiado ébrios para repararem...

Barroselas no seu melhor!


O olho que tudo vê e tudo sabe!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Frase do dia

Eu: "Escrevi um post sobre pêlos púbicos no meu blog."
Amigo: "Ah é? Tenho que ir lá cheirar, então."

Sem comentários...

terça-feira, 25 de abril de 2006

Pistas de aterragem

(A bem de manter o nível deste post com a elevação moral a que já vos habituei, vou tentar ser fina e cheia de graça natural ao falar neste assunto tão... peludo)

Uma das agruras de ser do sexo feminino é, para além de ter de carregar aos ombros o fardo da perfeição, por vezes uma chatice. Vejamos, por exemplo, o facto de a sociedade esperar que andemos sempre perfumadas, lavadas e depiladas. Eu não tenho nada contra andar perfumada (e muito menos contra os banhos, já que me permitem andar no meio dos outros seres humanos sem insultar olfactos), mas gostava de dar umas palmadas valentes à alma que inventou a depilação.

Não é que eu desgoste da ideia de andar sem pêlos supérfluos, mas seria de esperar que, num planeta de engenharias aeroespaciais, clonagens e tal, alguém já se tivesse lembrado de criar um sistema baratucho e sem dor para o raio das pilosidades serem miragem. Mas não, parece que os deuses resolveram que sofrer desta forma era um bom modo de compensarmos pelas nossas travessuras, e toca a manter o velho sistema de ceras e máquinas que arrancam pêlos com requintes de crueldade...

Pois bem, ontem fui com uma amiga ao sofrimento. Nestas coisas, confesso que sou um bocado como as mulheres que vão aos pares para a casa-de-banho: gosto de levar alguém que me dê apoio moral e, de preferência, aparente sofrer, pelo menos, tanto quanto eu. Dado que a minha amiga está grávida, acho que a balança estava mais ou menos equilibrada (eu sou um demónio, eu sei...)
Deitar na marquesa e levantar perna, baixar a perna, cantar músicas pimba e blasfemar enquanto somos desbastadas com dor, pagando para isso, não é propriamente a minha ideia de uma manhã bem passada...

Falando de zonas nos meridianos inferiores, temos as modas das fôrmas, que eu pensava só existirem para bolos: umas assemelham-se a morangos, outras a corações, outras não faço ideia, que a minha cultura geral resume-se ao que vejo na televisão. Nessa caixinha também aprendi que já há quem providencie serviços de pintura naquelas áreas, para que um morango se pareça com um morango...

Enfim, as mulheres resolveram, para o bem ou para o mal, que a moda do Pinhal de Leiria se foi, o formato do vôo dos gansos na Primavera já é passado, e o que é bem é ter uma pista de aterragem (seja de aeroporto ou aeródromo, é ao gosto da freguesa - ou, no meu caso, ao gosto da esteticista, que me pergunta como quero, passa a cera antes de eu responder e faz um sorriso sádico enquanto me diz "tarde demais, agora tenho mesmo que tirar!") A Sul, quer-se a relva desbastada, nada de ervas daninhas, a paisagem deve ser perfeitamente lisa.
Às vezes invejo as francesas tradicionais...

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Frase do dia

"És uma nódoa. Preciso de um Tide na minha vida."

domingo, 23 de abril de 2006

Palettes


Aqui há umas semanas, decidi que queria pintar o meu novo quarto. Já que me vou mudar para outro local onde vou passar muito tempo a babar a almofada de olhos fechados, ao menos que tenha umas paredes limpas e de ar cândido para as poder imaginar no escuro.
Desta feita, havia que adquirir umas cores que combinassem com a minha disposição nos próximos meses (sim, que ser chique implica ter mais que uma cor nas paredes - assim, como sou minimalista e chiquérrima, escolhi que haveria de ter DUAS. Que radical, sei lá).
Uma cor teria que ser alva e pura como a minha consciência, pelo que a escolha óbvia foi o branco; outra queria que reflectisse os lados obscuros e tenebrosos da mente que eu juro que não tenho (lados obscuros, claro... que mente já todos sabem que me falta). Assim sendo, fui à caça de tintas, nas lojas da especialidade.
É giro que, para nos chamar a atenção, os fabricantes não se limitam a declarar o óbvio. Ou seja, um branco simplex não se limita a ser isso mesmo, mas será um "branco nuvem". Um cinzento será um "cinzento crómio aveludado" e um vermelho é um "vermelho cereja explosiva." Será que eu vou ter mais vontade de comprar uma cor só porque ela tem nome de fruta, ou nome de furacão, ou de doença venérea?
Partindo do princípio que há alguma influência entre a nomenclatura das tintas e a vontade do consumidor em adquirir a dita, aqui ficam algumas sugestões várias, destinadas a dar mais cor (desculpem a redundância) à imaginação dos vendedores:
  • Rosa choque automóvel em cadeia;
  • Vermelho sangue mal coagulado em vésperas de feriado;
  • Verde musgo apodrecido em parede decrépita;
  • Amarelo ictrícia ao pôr-do-sol;
  • Roxo olho inflamado depois de pancada com rolo da massa;
  • Laranja caída há dias à beira da estrada nacional;
  • Cinzento rato de esgoto com problemas de caspa

O resto da palette fica por vossa conta, que eu não posso andar aí a distribuir estas ideias brilhantes a torto e a direito, sob pena de desequilibrar a balança da Economia Mundial.

(imagem: http://www.mecabrush.com/images/icons/airbrush_color_chart.gif)

sábado, 22 de abril de 2006

A multiplicação da insanidade!

Como se já não bastasse uma pessoa para vos poluir as ideias neste blog, agora vão ter DUAS! Esta praga alastra-se, tenham medo, tenham muito medo...

O tal amigo que mencionei ter convidado aceitou vir cá confundir a nossa cabeça inocente, por isso o mundo, tal como o conhecíamos, deixou de fazer sentido. Preparem-se, meninos e meninas!

terça-feira, 18 de abril de 2006

Censura (e um pedido de desculpas)

Até há pouco tempo, o meu sistema de aceitação de comentários era o clássico da Blogspot e implicava que eu tivesse que ir ao mail ver o comentário da pessoa, aceitá-lo e, só depois, o mesmo aparecesse aqui. Como achei que isto podia parecer demasiado salazarista, resolvi mudar para um outro sistema que me tinha parecido catita, o da Haloscan.

A minha ideia, quando desejo ver primeiro o que os outros escrevem antes de publicar, é simples: eu tenho um blog, partilho maluquices, mas não quero que me faltem ao respeito. Poderia haver quem confundisse o meu estilo descontraído com autorização para abusar, e isso, desculpem, se não faço aos outros, também não deixo que me façam a mim.
Afinal de contas, este blog é meu e haja pelo menos um local onde possa pôr e dispôr como me der nas reais ganas! Nem mais.

Como houve uma pessoa que pareceu ter confundido as coisas, resolvi voltar a implementar o antigo sistema de censura. Basicamente, quem for malcriado escusa de ter esperanças de ver o seu comentário aparecer, porque não vai. E, como é evidente, o comentário a que me refiro foi prontamente apagado porque, se me apetecer ser maltratada, vou aos Correios aqui ao pé de casa e sacio a vontade prontamente.
O mais engraçado é que, até me ter aparecido este duque (ou duquesa, quero lá saber), nunca tinha apagado um comentário que fosse em todo o tempo que tenho este blog...

Peço é desculpa a quem postou comentários anteriormente, porque se perderam, com grande pena minha. Mas não desanimem, continuem a deixar as vossas impressões, que eu adoro saber de vocês! :)

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Eufemismos


Se há coisas que não entendo, é a mania que as pessoas têm de não chamar os objectos e afins pelos seus correctos nomes. Por outras palavras, o hábito que têm de recorrer aos eufemismos para designar pessoas, eventos ou outra coisa qualquer.
As pessoas gostam de chamar "peito" às mamas. Sinceramente, não percebo este tabu em falar de um par de glândulas que todos temos, umas com mais desenvoltura que outros. Já cheguei ao ponto de ouvir, no telejornal da TVI, uma médica ginecologista a referir-se ao "cancro do peito"...
Outra palavra igualmente amada é o "seio". Eu gosto desta palavra, dentro dos seus devidos contextos poéticos, mas não nos científicos, desculpem. Pelos vistos, os bebés não mamam, eles "seiam"... ou será que "peitam"?
Uma pessoa com excesso de peso (ou seja, com mais massa gorda que massa magra) não é uma pessoa gorda, é uma pessoa "forte". Então, pergunto eu, o que é o Arnold Schwarzenegger? Super forte, como a cola?
Sou apologista de que, a bem de não se ferirem susceptibilidades, se possa chamar a uma pessoa "gordinha", ou até "cheiinha", mas "forte"?... Enfim.
Sei bem que há muita gente que discorda comigo e se sente mais confortável usando estes eufemismos, mas a mim incomoda-me que se substituam palavras perfeitamente normais, apenas pelo facto de termos pudor em as referir. Qualquer dia, fazemos como os americanos, que já não têm pessoas gordas, mas "horizontalmente expansivas"; não têm pessoas baixas, têm pessoas "verticalmente desfavorecidas"; não têm pessoas com deficiências visuais, mas sim pessoas "visualmente desafiadas"... É de bradar aos deuses!
Nos EUA, chegaram ao ponto de proibir, nos exames das escolas, de se fazerem alusões à neve, dado que muitos alunos vindos dos países sul-americanos nunca a tinham visto e, como tal, seriam incapazes de imaginar um bocado desse H2O gelado para resolverem um problema de matemática. Se calhar estou a ser demasiado óbvia, mas não há televisão no norte da América? As crianças não vêem filmes de Natal? E, já agora, será que eu preciso realmente de imaginar a neve como ela é para poder resolver uma equação qualquer?
Socorro!
(NOTA: é triste que, para pesquisar uma mísera imagem para juntar a este post, tenha tido que usar a palavra "seio" e não "mama"... Eu repito: SOCORRO!!)

Perspectivas de colaboração

Pois é, meninos e meninas, como se não vos bastassem os meus devaneios, convidei um amigo para colaborar neste blog. Agora vamos a ver se ele sempre aceita (o que era uma mais-valia para todos nós, visto ele ter imenso jeito e um espírito completamente condizente com o Gato Metaleiro... e, em vez de uma mente desregulada, teríamos DUAS a contribuir para vos confundir os neurónios! Yay!).
Caso ele queria participar, eu apresento-o. Entretanto, vão-se regalando com os meus fantásticos, lindos e perfeitos... disparates.

domingo, 16 de abril de 2006

O "quê" da Páscoa?

Uma grande fonte de inspiração para as sapiências aqui despejadas são os meus amigos (que, pelo simples facto de serem meus amigos, já diz muito a respeito deles). E, visto que é Domingo de Páscoa, resolvi partilhar convosco mais uma pérola, fruto de duas mentes brilhantes em conjecturas profundas...

Na Páscoa, toda a gente fala em ovos, coelhos, guloseimas, férias no Algarve e, ocasionalmente, até no que esta época representa para o Cristianismo. Os meninos e as meninas deliram com prendas dos padrinhos e das madrinhas, contam-se os lucros acumulados... Enfim, é uma altura do ano completamente desinteressada e de verdadeira abnegação.

O ícone mais apreciado e querido pelas criancinhas é, indubitavelmente, o do Coelhinho, que vem com os ovinhos para os meninos bem comportados (uma espécie de Pai Natal pascoal, portanto). Isto, naturalmente, fez subir imenso a cotação dos coelhinhos de todo o mundo nas jovens e influenciáveis mentes de hoje. Assim, e seguindo esta lógica, eu e o Chris resolvemos pensar nos animazinhos desgraçados, sempre preteridos pela publicidade, que poderiam ganhar com uma associação simpática como esta.


Desta forma, gostávamos de sugerir que se dê umas férias aos coelhos de todo o mundo e se adopte uma nova mascote pascoal, para promover os menos favorecidos neste planeta, que também merecem. Apresentamos, de seguida, alguns candidatos possíveis:

  • a ratazana;
  • a barata;
  • a lesma;
  • o gnú;
  • a ténia (esta, mais que ninguém, a precisar de boa publicidade, coitada...*)
  • a mosca varejeira;
  • a osga.

Enfim, a lista podia ser imensa, mas estão aqui alguns pobres bichos menos abraçados pelo público em geral (e quem não gostaria de abraçar uma lesma?)

Uma dica: em vez de pensarem numa simples ratazana, pensem numa ratazana PASCOAL. Melhora imenso a imagem mental, não melhora?

In this blog, we aim to please. Thank you.

(*eu sei que todos os leitores do blog são inteligentes e maravilhosos, mas aqui fica a nota à mesma: ténia = lombriga... nham!)

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Prisão de ventre

Acabei de ouvir uma publicidade inspiradora:

"Quando está com prisão de ventre, durma sobre o assunto."

O produto postula que, se tomarmos o comprimidinho, na manhã seguinte, o "assunto" fica resolvido. O problema é que a embalagem diz que actua... em seis horas.

Bem... eu, que durmo cerca de nove horas por noite... Estou com medo de pensar nos meus colegas de sono, em especial aqueles que tomam medicamentos para dormir...

(Por outro lado, imagino que isto ajude imenso à indústria dos detergentes da roupa... será uma conspiração?)

(E, uma vez mais, segundo o meu amigo que tão simpaticamente contribuiu para o post "Ora engata lá!":
"Sic: Com a merda que lhe damos por dia, se não evacua, está bem lixado")

Um pedido sério

Bem, pelos vistos fui castigada pelos meus imensos pecados. Como devem reparar, o template do meu blog perdeu alguns dos links que tinha, não sei como nem porquê. Naturalmente, estou triste.

Pedia-vos, caso sejam um dos visados que tenha perdido o seu link aqui no blog, o favor de me contactar via o mail
lux_ferre@yahoo.com, para eu poder resolver o assunto. Não sei como isto sucedeu, mas simplesmente perdi muita coisa...

Obrigada.