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terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe suína

Anda por aí um pânico desgraçado por causa da gripe suína. Sinceramente, não percebo. Se alguém começar a grunhir está a transformar-se em porco, é dar-lhe uma paulada e deitá-lo na grelha!

(Ainda bem que não como carne... yacka)

sábado, 18 de abril de 2009

Pensamento do Dia

Se os Cristãos usam a cruz como símbolo de Cristo, e andam com pequenas cruzes ao pescoço para o representar...

...o peixe também é símbolo de Cristo, porque raio não anda ninguém com sardinhas ao pescoço?!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Pensamento do Dia

Trabalhador, sempre que estiveres nesse teu gabinete, rodeado de quatro paredes e te sentires sozinho...

...dá um peido. Aparece-te logo gente a querer entrar e dar dois dedos de conversa...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Água fria da ribeira

De manhã, no outro dia, estava eu no carro a caminho do trabalho, quando me dá uma daquelas sedes. Era uma sede do tipo que nos faz pensar em pergaminhos secos na garganta, em areias áridas, flores secas e mirradas, pó milenar... vocês estão a ver a ideia.

Ora, a ideia, no fundo, é que era uma vontade desalmada de beber água, sob pretexto de sentir que a minha laringe se ia revoltar contra mim e saltar do carro em movimento se eu não a hidratasse rapidamente. Eu até tenho um carinho especial pela minha laringe, por isso, a coisa estava periclitante.

Não costumo beber nada a caminho do trabalho. Regra geral, saio de casa confortável e estou cronometrada para apenas ter sede quando me sento à secretária (eu sou assim, uma máquina bem preparada - invejem-me). Contudo, o meu mecanismo interior não estava a funcionar bem, e lá vem sede no carro. Bolas.

Haveria água a bordo? Entre uma olhadela rápida à estrada e aos bancos, estofos, de novo à estrada, chão, tapetes, estrada, chão outra vez e compartimento lateral da porta - Eureka! - lá vi, sorrindo para mim, uma garrafinha de H2O. Os deuses curtem-me.

Depois de ter feito uma manobra que iria orgulhar o meu instrutor de condução - basicamente, tirar os olhos da estrada, esticar-me para o lado o mais que conseguia sem largar o volante, ver que não chego ao raio da garrafa, largar o volante por uns segundinhos de nada e, finalmente, chegar ao malfadado objecto dos meus desejos, regressando ao meu lugar com um grito de guerreiro satisfeito (se os guerreiros forem sopranos desafinados) - lá senti a antecipação do acto de beber. A minha garganta daria pulos de contente, caso tivesse pés.

Olho para a garrafa, sorrio, olho de novo, esbato o sorriso. Argh, é aquela marca de água de canos! Raios, raios, raios! Havia, afinal, uma boa razão para a ter no carro: uma colega tinha-ma dado com a promessa de que seria a pior água de marca que eu iria provar em território nacional, e tinha toda a razão. Sabia a água espanhola ou francesa, depois de ter estado uma semana a marinar em canos de plástico velho ao sol. Blhac.

Bem, mas eu tenho sede. Um golinho de nada não me vai matar e aguento até chegar ao trabalho. Vamos lá, tu consegues. Mais manobras lindas de se ver para tirar a tampa da garrafa e cá vão uns golinhos, glu glu glu, garganta abaixo. Aaaah.

Venci a sede! Alegria! Júbilo! Euforia! Preparo-me para fechar a tampa e seguir com a minha vida bem mais húmida, quando... me cai a porcaria da tampa para o buraco sem fundo que é a zona dos pedais. Puf, lá foi aquela coisinha de plástico a rolar, gozando-me, até ao Lugar de Não Retorno. Tentava mais manobras de orgulho-de-instrutor? Se calhar nem por isso, acho que estas davam direito a bilhete grátis para o meu funeral.

Fico, então, com uma garrafa meio cheia na mão. Vamos dizer 25cls de água morna e com sabor a ranço. Nham. O que fazer? Segurá-la até chegar ao destino não é propriamente uma opção: algo me diz que estacionar com uma garrafa aberta no colo ou entre os dentes não me deve dar pontos por esperteza.

Ficar com ela na mão está fora de questão, e ainda faltam 20 minutos para chegar. Olho para a água e dou uma de Clint: "Do you feel lucky, punk?" Pensas que te ficas a rir de mim, mas não!, vou-te tramar. Bota abaixo.

Glu glu glu. Água estagnada. Glu glu glu. Mais uns goles e tens a garrafa despejada. Não esmoreças! Pensa para ti: o que faria Jesus? (Não faço ideia o que ele faria, mas aposto que não tinha bebido esta porcaria, transformava-la em champagne). Glu glu glu. Estou quase a despejar a garrafa! Não morri! Estou com cara de quem está quase em coma, mas não interessa!

Nisto, o meu carro dá um solavanco. Aparece o estupor da tampa branca, reluzente contra o tapete do carro, como quem me goza. Está ao meu alcance, a desgraçada. E eu cheia de água no estômago. "#%#&!"

Mais uma manobra arriscada, pego na tampa, fecho a garrafa e vocifero mais algumas palavras coloridas que os meus paizinhos não me ensinaram, mas que ajudam muito nestas alturas da vida.

Alguém tem sede? Ainda me sobrou um bocadinho e continua no carro à espera...

As demoras

Eu sei, eu sei. Tenho andado a ser uma menina má, não escrevo. Há uma boa razão para isso, é que a minha vida tem sido, ultimamente, bastante silly-free, o que é um bocado chato quando a minha missão de vida "blóguica" é escrever disparates. Contudo, não desesperem, aconteceu-me uma coisa no outro dia que me parece ser digna de registo, pelo que cá vou eu contá-la no post seguinte. Sustenham a respiração e preparem-se para serem deslumbrados, como de costume, com a minha colorida e extraordinária vida...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Viagens na Minha Terra

O Almeida Garret que me perdoe o plágio.

Para quem não sabe, eu ando a trabalhar fora de Lisboa há um par de meses. Isto implica que eu vá muitas vezes de fim-de-semana à capital, para matar saudades do recheio da casa. O meu relato diz respeito à última viagem, mais propriamente, ao regresso à terra do trabalho.

Ora, como devem imaginar, voltar ao Domingo ao fim do dia tende a fazer-me pensar que no dia seguinte é dia de labuta, o que já me põe com uma alegria daquelas. Entro eu no autocarro, pronta para sofrer três horas e meia de viagem, quando a coisa fica ainda melhor: a banda sonora.

"Abandonaaaaadaaaaa!"

Isso mesmo, seus portugueses cheios de cultura geral, era um Best Of da Ágata. Oh, alegria! E eu que não tinha tampões para os ouvidos... Preparo-me para um sofrimento judaico-cristão.

Entretanto, os deuses resolvem ser misericordiosos e o motorista tira o cd e dá-nos, não música, mas filme! Boa, pensei eu, deve ser uma comédia daquelas ligeirinhas. Quão enganada posso eu estar num só dia?

O filme? Tah-dah, uma coisa do Steven Seagal! Alegria a dobrar! Porrada, lutas, aquele ar de carneiro mal morto, as injustiças resolvidas pelo rabo-de-cavalo...
O melhor de tudo é que o motorista resolveu dar-nos ainda mais entretém e, tirando a banda sonora do filme, substituiu-a pelo relato de futebol.

Então imaginem isto: uma cena do filme. Ouve-se um tiro e uma mulher agarra desesperada o seu filho, gritando "Eles fizeram mal ao meu fiiiiilho!" Comovente, certo? Agora imaginem isto com o comentador da bola a gritar "Goooooolo!" - Lindo. Só em Portugal.

Quando chegamos à estação de serviço, o filme acabou. Finalmente, um pouco de descanso. Mas não! O motorista vai pôr outro. Viro-me para a minha vizinha do lado e digo-lhe que, se houvesse uma cereja em cima daquele bolo, era se o homem pusesse outro filme do Steven Seagal.

E o que é que acontece?
Isso mesmo! Outro filme do homem!

São estas as Viagens na Nossa Terra... só faltou o garrafão do vinho verde e o chouriço.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pensamento do Dia

Se quando morremos num hospital temos direito a Certificado de Óbito...

...porque é que não temos direito a um Certificado de Garantia quando nascemos no mesmo local?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um passinho atrás...

Já mostrei o aniversário, mas tenho que mostrar o Natal no local de trabalho. Estive rodeada de crianças (que queriam muito saber o que é que a Pipi das Meias Altas fazia lá - adivinhem quem era essa personagem) e estive no colinho do Pai Natal.


Só não tive direito a prendinhas. Injustiça...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Foi assim

Pois é, até as criaturas perfeitas e fabulosas como eu fazem anos.

Regalem-se com as fotografias, que com as lindas memórias fico eu!


No restaurante de sushi. Ainda bem que continuo sem juízo apesar da perigosa passagem do tempo. Ah, e desflorei um irlandês (na arte do sushi, na arte do sushi!)

Como na anedota: "Uma miúda entra num bar. Encontra lá um português, um francês e um irlandês..."

Quem me dera ter um gravador para ouvir o Tim a tentar pedir os shots em português à senhora... "Por favor, Força no Pau!"

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta ao Coelhinho da Páscoa



Querido Coelhinho da Páscoa,


Este ano borrifei-me para o Pai Natal e escrevo-te a ti*. É indecente como nunca ninguém se lembra de ti nesta época, por isso cá estou eu para colmatar essa falha. Já sabes, aceito ovos como prenda de agradecimento. Grata.

Espero que tenhas feito a tua lista de Natal e que te tenhas portado bem todo o ano. Aposto que o tio Sócrates se lembrou de ti e te vai oferecer um Magalhães. E o que é um Magalhães, perguntas tu? Um belo pisa-papéis! Sorte a tua.

Querido Coelhinho, com esta crise toda, governas-te só com os ovinhos? Tenho quase a certeza que te vi um destes dias a vender cautelas no Cais do Sodré, aquele rabinho felpudo não engana ninguém! Não te esqueças que isso de trabalhar na Páscoa conta como serviço público, por isso deves ser funcionário público, não? Ena pá, que sorte tens! Podes pedir um daqueles subsídios bestiais do titio Sosó!

Ah, outra coisa: não te esqueças de aquecer bem as pernas antes de te pores aos saltinhos por aí, porque podes fazer uma luxação e isso era chato. Sim, porque tu já não deves ser novo, aos anos que ouço falar de ti, cá para mim, pintas o pêlo para parecer mais novo! Se te magoares, por favor não compres um carro, ouvi dizer que para isso tens que pedir um empréstimo, e os senhores dos bancos já não têm guito para mandar cantar um cego. Além disso, ter carro está fora de moda, mas podes sempre pedir ao barbichas natalício para te emprestar o dele.

E pronto, Coelhinho. É esta a minha singela cartinha para ti. Desejo-te um bom Natal, se tiveres namorada podes passá-la a dar uns milhares de cambalhotas (porque o Pai Natal lhe vai dar um trampolim, seus prevertidos)! A gente vê-se na Páscoa e, já agora, convida o Pai Natal para aparecer. Sempre quero ver se ele aguenta aquela fatiota com tempo mais quentinho...
Beijinhos da tua amiga,


Eu



*- Na verdade, tenho o barbichas trancado na minha arrecadação. São todas para mim, as prendinhas!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Petição online

Vamos tentar que os senhores do Governo percebam que os nossos amiguinhos peludos de estimação também merecem que as suas despesas de saúde sejam descontadas no IRS?

Dedução de despesas com saude animal em IRS

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cats on Drugs


O que se faz quando se tem 6 gatos em casa e temos um cenário de guerra doméstica? Drogas!

Pois é. Decidi vergar-me aos senhores da indústria farmacêutica, temporariamente, e aceitar os seus pozinhos. Eis o cenário pré-droga, ou a minha justificação:
  • 6 gatos, 5 semi-novos (parece que falo de venda de carros) e 1 velhinho;
  • o velhote não gosta de aproximações de nenhum peludo, embora tolere a presença de alguns, desde que não se cheguem demais;
  • 1 deles, novito, gosta de dar umas pantufadas valentes no velhote;
  • 3 deles (dois residentes e 1 convidado) gostam de bater forte e feio noutro que, pobre, foge e se refugia nos locais menos próprios à sua saúde: topo do frigorífico, fundo do sofá...
  • Gaja sofre com falta de sono, falta de sossego, falta de condições para os peludos;
  • Gaja resolve tomar medidas.

E é aqui que entram os químicos. É lindo, mas agora posso dizer aos meus amigos que tenho que ir para casa, não para regar as plantas, mas para dar o Prozac aos bichos.

Assim, todos os dias, normalmente à mesma hora, lá temos o Ritual da Toma, que eu aposto que os gatos chamam Ritual de Azucrinar a Gaja. Vejam:

  • Gaja pega na cápsula do medicamento;
  • Gaja abre cápsula e despeja o conteúdo para uma placa de plástico, tipo assassina em filme de Poirot. Gaja evita dar risadinhas maléficas a condizer com filme;
  • Gaja pega em faca e reparte as doses para gatinhos nos pratinhos deles;
  • Gaja vai buscar, dis-cre-ta-men-te as latinhas de comida. Assobia para não dar nas vistas;
  • Um dos gatos (o mesmo todos os dias) tem nariz de cão e detecta o cheiro da comida a 2kms. Vai a correr e lá começa a miadeira, como se o animal não comesse há uma semana;
  • Gaja revira olhos. Ghaaar! Pensa, pela milésima vez, em usar tampões para os ouvidos nesta operação;
  • Gaja reparte e esmaga comida, ao som dos miados. Tenta, sem sucesso, cantar (mal) por cima do barulho já existente;
  • Gaja chama restantes gatinhos, tentando não fazer voz esganiçada de psicopata: "gatiiiinhos, bsh bsh bsh, andem à papiiiiinha!" Gatos mordem isco. A miadeira quadruplica.
  • Gaja despeja pratos no chão e tenta não perder um dedo no meio do entusiamo felino.
  • 3 minutos depois, gaja apanha pratos e lava o que resta.
  • Gatos calminhos, gatos a dormir, ambiente fofinho em casa!

E dizem-me que tenho que repetir esta coisa por, pelo menos, três meses... que bom.