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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Gatos Metaleiros

É uma desgraça. Este blog, estupendamente intitulado "O Nicho do Gato Metaleiro", tem visto muito poucos gatos ultimamente. Ainda ofendo a Grande Deusa Gata e na próxima encarnação nasço rato! Não pode ser nada.


Cubro a minha cara com o véu da vergonha e redimo-me com uns momentos felídeos. Espero que apreciem.


O persa mais metaleiro que conheço.


"Sim, pah, é um urso, algum problema?!"

"Muahahahah, sou mau, sou o rei dos maus, estou em cima de um cão e ele nem pia!"

"A não ser que me estejas a prometer comida, não é com essas falinhas mansas que me convences a descer..."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

GPS


Recebi um GPS pelo Natal. Finalmente, a minha mãe admitiu que me falta rumo e ofereceu-me uma coisinha para melhor me orientar por essas estradas fora. Cá fico à espera do génio que invente uma engenhoca semelhante para o cérebro também.

Um GPS, quer-me parecer, vai ser o próximo telemóvel. Que é, como quem diz, um daqueles objectos sem os quais vivemos descansadamente a vida toda, até o termos, e depois perguntamo-nos como pudémos sobreviver sem o dito.

Resolvi dar um saltinho a Sevilha para testar o modus operandi do novo brinquedo (ai, os sacrifícios que faço em nome dos fabricantes de tecnologia de ponta!) e descobri que, efectivamente, é muito mais fácil ter uma tipa a dizer-me onde e quando devo virar para chegar a um dado local. Contudo, vou confessar que me senti um pouco como um gajo que não gosta de pedir indicações e, ainda por cima, tem uma voz feminina a dizer-lhe por onde deve ir. Não tive aquela sensação de "sou mesmo inteligente, cheguei viva a este local que não faço ideia onde é, mas não é no fundo de um rio e só isso já me deixa louca de alegria." Foi, antes, uma sensação de conquista fácil, tipo engravidar indo ao banco de esperma em vez de arranjar um parceiro.

Ali estava aquele monitorzinho a mostrar-me a morfologia da estrada onde me encontrava (ainda bem, porque eu, olhando para a estrada, nunca saberia, oh potente máquina!) e, para quem é muito estúpido, lá tinha, a verde, a direcção para onde tinha que virar...

Mas não quero que pensem que não gosto do GPS. Adoro-o. Poupa-me o trabalho de pensar muito (olá Alzheimer precoce), não tenho que pedir indicações a quem sabe menos que eu e posso fazer boa figura em qualquer país da Europa Ocidental, seja de carro ou a pé.

Contudo, acho que faltam umas quantas funcionalidades à geringonça. Quer dizer, não é que faltem no sentido de serem indispensáveis, mas acho que podiam ser uma mais-valia para qualquer utilizador. Espero que esteja, algures, um fabricante de GPSs a ler este blog, porque aqui se seguem umas ideias que valem ouro:
  1. Se nos enganarmos, o GPS não devia ficar impávido e sereno. Deveria haver o modo "esposo" ou "esposa", para aqueles que viajam sozinhos mas têm necessidade de companhia, que nos gritasse, sempre que virássemos no local errado: "Mas és estúpida? Eu não te disse que era nesta rua? Avisei-te há QUINHENTOS metros, pelo amor dos santos! É sempre a mesma porcaria! Mas porque te deixo conduzir?!"
  2. Caso o GPS tenha a funcionalidade nº 1, sugiro que também seja à prova de choques.
  3. Sem nos avisar, o GPS devia obrigar-nos a fazer desvios só porque há ali, a uns meros 100kms, uma fontezinha milenar mesmo gira, mesmo que tenhamos deixado claro que temos pressa. Afinal de contas, quando morrermos, é este tipo de recordações que levamos para a cova.
  4. Se estivermos num troço de estrada particularmente difícil, o GPS devia obrigar-nos a fazer um Sudoku antes de nos dizer onde temos que ir a seguir. Uma vez mais, observar a funcionalidade nº 2.
  5. Se estivermos parados há mais que dois minutos no trânsito, o GPS devia cantar para nós. Sugiro a minha amiga Sónia como voz (por favor, observar MESMO a funcionalidade nº 2!)
  6. A fim de nos ajudar a enquadrar melhor nas culturas dos países visitados, a língua do GPS devia mudar para a do país onde estamos. Além disso, frases vernáculas deveriam ser acrescentadas, para nos imiscuírmos melhor com os habitantes locais.
  7. Dói-me a cabeça.

Eu sou uma pioneira e os anos dar-me-ão razão...

E, já agora, os fumos


Começou ontem a proibição de fumar em espaços fechados. Pessoalmente, não sendo fumadora, acho óptimo. Tanta gente a bradar aos céus que é um atentado à liberdade individual, mas santa paciência, então e a liberdade de quem escolhe não ter que tragar os bafos tabagísticos alheios?

Faço uma vénia a um entrevistado por um dos canais nacionais, a respeito desta temática num telejornal, que se saiu com esta pérola:

"Acho mal que se proíba, agora tenho que vir fumar cá para fora, perto dos escapes dos carros, é um atentado à saúde!"

Er... Só faltava que acrescentasse que isto é uma vergonha, o Estado a querer que fôssemos saudáveis, que horror. E eis que o senhor afirma, enojado, que qualquer dia o obrigam a fazer jogging...

Sr. Primeiro-Ministro, posso escolher quem beneficia dos meus impostos em cuidados de saúde? Ah... não posso? Então.... importa-se de criar o Ministério Vamos Dar Marretadas aos Acéfalos?

E um beijinho especial à menina que disse que era um disparate deixar de fumar nas discotecas, porque, afinal de contas, ela tem o direito de mandar uns fumos quando lhe apetecer, quem não quer levar com eles que não frequente discotecas, que vá mas é às raves.

Sr. Primeiro-Ministro, crie o famigerado Ministério, eu faço-me voluntária e distribuo uns tabefes de graça. Até lhes agradeço por me fornecerem material de blog tão fácil, só porque sou uma pessoa mesmo fixe. Não tem nada que agradecer, ora essa.

Dia dois de Janeiro


O ano começou há quase dois dias inteiros e dizem-me que é suposto estarmos todos excitados com isso. É a promessa de um novo início, dizem-me.

Eu cá não percebo o conceito da mudança de ano. Mudar de ano lembra-me que já nasci há uns quantos atrás e que não posso voltar atrás. Vivemos num país que se diz democrático, então porque raio não podemos referendar se mudamos de ano ou não? Proponho uma campanha de permanência de ano!
  1. Mudar de ano é uma seca. Lembra-nos que temos mais um aniversário a aproximar-se (esta ideia vender-se-ia especialmente bem junto daqueles que fazem anos na mesma altura que eu...)
  2. Não mudar de ano implica não envelhecer... (vamos fingir que isto tem uma lógica bestial e que é o mudar de ano que nos traz rugas e complicações)
  3. Não mudar de ano implica não pagar mais de portagem no regresso a casa do dia 1 de Janeiro, o pão não aumenta, nem a taxa de juro da habitação...
  4. Se mudar de ano é começar uma época cheia de promessas, então mudar de dia tem o mesmo efeito. Quero fogo-de-artifício e concertos todas as noites! "Bom dia 11 para 12 de Setembro!", gritariam os artistas no palco. Até podiam viver no palco, porque dali a 24 horas teriam que voltar a actuar...
  5. "Tenha um bom ano!" Que monte de tretas. Porque não desejamos uma boa década uns aos outros? Ou um bom período de duas horas e 45 minutos? Pff...
  6. Dói-me a cabeça.

Comecei bem o ano, diriam vocês. Eu pergunto: ano, que ano? Isto não é o autocarro para 2005?


Imagem: http://web.mit.edu/jeffa/www/fireworks%202005%20(14).jpg

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Carta ao Menino Jesus

Querido Menino Jesus,

Vais-me desculpar não te ter escrito antes, mas tenho andado muito ocupada com aquilo que tu criaste: a mania das prendas! Pois é, vais-me querer negar que resolveste nascer no Natal só para teres as atenções todas?

Também tens que me desculpar nunca te ter escrito antes. É que sabes, o Pai Natal costuma ser mais fashion do que tu, anda mais nas bocas do mundo, é mais fácil lembrarmo-nos dele; além disso, sendo pagã, acho que ficava mal andar com grandes intimidades literárias (leia-se, troca de correspondência) contigo... não fosse o teu Pai fazer-me entrar em combustão espontânea antes mesmo de abrir os meus presentes, em jeito de castigo.

O ano passado escrevi ao Pai Natal, cheia de boas intenções, para lhe sugerir coisas que ele também teria direito a ter nesta época, mas o desgraçado do gorducho não me respondeu, vê lá. Assim, este ano resolvi dar-te atenção a ti, Menino Jesus, na esperança que sejas um puto mais fino e tenhas uma atitude mais como deve ser.

Tal como no ano passado, não te peço prendinhas. Já sou crescidinha o suficiente para saber a quem devo pedir essas, por isso vamos ao que interessa: eu quero é saber coisas! Dado que é Natal, e não se deve mentir (sabes que, sendo pequenino, se mentires, não recebes prendinhas, não sabes?), achei que seria a altura ideal para te colocar umas questões que só tu saberás responder, na tua infinita sapiência infantil:
  1. Quando nasceste e te deitaram numa cama de palha, a dita não te picava? É que estavas nú... aquilo devia ser um bocado chato.
  2. Quando percebeste que tinhas sido colocado num estábulo com uma vaca e um burro (falo dos animais, seus mal-intencionados!) não pediste o Livro de Reclamações?
  3. Falando em reclamações, tens alguma coisa a ver com a criação da ASAE? Se não, podias ser um fixe e dar uns açoites nalguns meninos que tiveram umas ideias um bocado estúpidas de proibir tudo o que é artesanal neste nosso Portugal?
  4. Quando te apareceram os Reis Magos, mijaste para cima de algum?
  5. Adivinhavas que, dois milénios depois, a malta se borrifasse para ti e pensasse mais no Pai Natal e nas prendas?
  6. Irrita-te essa coisa de a malta ter a mania de enfeitar as varandas com Pais Natal pendurados, mas nenhum Menino Jesus?
  7. Envergonhas-te por seres sempre representado com o pirilau de fora nesta altura do ano, e a levar porrada na Páscoa?
  8. O bolo-rei foi alguma prenda escondida de um dos Reis Magos? É que ouro, incenso e mirra... quer dizer...
  9. Tinhas alguma árvore decorada no teu estábulo? Bolinhas, enfeites, bonecos de neve?
  10. Não vais pedir ao teu Pai para me incendiar, pois não?

Desculpa lá não me alongar mais, mas o tempo urge e tenho que ir alambazar-me com o banquete, e depois com as prendas, e depois com mais comida, e depois um filme, e depois... espero que entendas, no Natal temos que dar atenção ao que realmente interessa.

Com carinho,

Leonor

Para os fundamentalistas religiosos: eu não me chamo Leonor, eu não existo, eu não estou no Sul do país neste momento. Na realidade, esta mensagem toda foi uma profissão de fé profundíssima, tão profunda, tão profunda, que é dogmática. Não questiones o que é sagrado, fundamentalista! Agora vai para casa chibatar-te e cantar músicas de Natal, vai.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Parabéns...

Aqui neste nosso Portugal, somos exímios em quebrar recordes do Guinness. Ora, toda a gente sabe que quebrar um recorde exige que planeemos as nossas acções, façamos umas pesquisas, escolhamos a melhor altura para agir e, por fim, façamos a dita coisa em questão, pelo que nos poderíamos orgulhar de ser um povo pro-activo e dedicado, certo?

Errado.

Nós somos os mestres dos recordes estúpidos. Temos a maior feijoada do mundo, em cima de uma ponte. Que impressionante. Uma ideia merecedora de um Nobel. O maior presépio de chocolate do mundo (embora apetitoso, também não me parece que resolva conflitos mundiais)...

A ver se alguém se lembrou de medir a flatulência de alguém no dito almoço e a usou para encher um balão gigante! Ou dar o chocolate todo a um grupo e ver qual o que tinha a diarreia maior? Se querem recordes estúpidos, ao menos que sejam mesmo, mesmo capazes de acordar o idiota que há dentro de nós...

Outro recorde lusitano, mas este não planeado, é o do realizador de cinema mais velho do mundo. O nosso Manoel de Oliveira fez anos ontem, a bela idade de 99, e está de parabéns. Este recorde já não é estúpido, porque suponho que o Sr. Manoel de Oliveira não terá sido injectado com drogas que prolonguem a vida só para estarmos, uma vez mais, no dito livrinho (as vozes na minha cabeça insistem que há aqui uma conspiração marciana qualquer, mas eu vou ignorá-las...)


Obviamente, o aniversário do nosso quase centenário (ena, rimei!) foi alvo de notícia de telejornal, e os jornalistas aproveitaram para encadear os anos do senhor com o facto de o Governo lhe ir atribuir financiamento para os seus próximos dois filmes, sem que ele tenha que ir a concurso.

À primeira vista, esta generosidade governamental parece simpática, um acto fofinho a um record de Guinness lusitano, um acto patriótico. Certo?

Errado!

Na minha erudita e culta opinião (que é, como quem diz, uma opinião equiparada à do Zé das Iscas), isto mostra que, a dada altura, alguém do Governo se terá lembrado de referir, à boa moda portuga que, fiado, nesta Tasca, só a senhores maiores de 95 anos, e... pumba, só depois se lembraram do Manoel de Oliveira.

Por outro lado, isto mostra uma admirável confiança nas técnicas de prolongamento da vida dos médicos portugueses, porque sabemos que um filme não se faz de um dia para o outro, o que quer dizer que o nosso realizador terá que viver, pelo menos, mais uns dois ou três anos para poder aproveitar a generosa oferta do Governo, e...

...espera lá.

Ah.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vamos dar umas férias ao Pai Natal

Fiquei a saber hoje, por uma velhinha, que a Igreja Católica não olha o Pai Natal com muito bons olhos. Pus-me a pensar nisso, e realmente há todo um maná de razões para tal:
  • o Pai Natal não molesta criancinhas (pelo menos aquele que vive no Pólo Norte);
  • o Pai Natal fica sempre com as honras todas das prendinhas recebidas, e por isso é considerado um fixe;
  • o Pai Natal não ameaça os meninos pequeninos com as chamas eternas do Inferno;
  • o Pai Natal não manda as crianças votarem neste ou naquele partido político e, sobretudo;
  • o Pai Natal só pode ser um agente de Satã, visto vestir botas de vinil e cinto de vinil... ah, grande maluco!
Tentando saber mais acerca desta ira da Igreja pelo papá natalício, puxei mais pelo assunto junto da senhora, que me afirmou que o padre da sua paróquia tinha feito um esclarecidíssimo discurso acerca da ignomínia e horror que eram os Pais Natal que agora toda a gente tem a mania de ter pendurados do lado de fora das janelas das suas casas. Pendurados, que nojo! O padre foi mais além, afirmando que até parecia que os ditos estavam a ser enforcados (eu voto mais em ele ter dito que os senhores responsáveis por essas decorações natalícias mereciam ser enforcados, mas o que sei eu?...)


E não é que eu acho que o padre tem toda a razão? Acho que devíamos dar umas férias merecidas ao Pai Natal, deixá-lo descansado lá em cima, junto com a sua esposa, sem ter que se chatear com uns milhões de putos ranhosos a pedir prendas. Proponho duas medidas alternativas:
  1. Que os padres passem a usar o dinheiro das esmolas dos santinhos não para encher a barriga, mas para comprar prendinhas aos putos das suas paróquias e;
  2. Embora passar a pendurar, não o Pai Natal do lado de fora das varandas, mas o Menino Jesus?*

E com esta acabo de assegurar que, se os cristãos estão certos e a única via do Além é o Céu ou o Inferno, eu nunca chegue a ver o S. Pedro e aqueles portõezinhos dourados que ele guarda...


*- Foi esta a moda que o Michael Jackson tentou criar aqui há uns anos, usando o filho como exemplo, mas ninguém o percebeu...

sábado, 8 de dezembro de 2007

O veterinário

Há uns poucos dias atrás, precisei de levar um gato, que não era meu, ao veterinário. O pobre peludo tem um cálculo renal e era preciso ver se a coisa estava melhor ou não. Como o veterinário não fica ao virar da esquina e o gato é gordalhufo, convinha transportá-lo de um modo qualquer que não fosse pedestre, a bem da saúde braçal dos humanos envolvidos.

O estacionamento perto de minha casa pode ser um bocado caótico, e se eu chegar depois de uma determinada hora, é certo sabido que lugares nem vê-los, pelo que às vezes fico condenada a estacionar uns bons cinco minutos de distância do meu belo domicílio. Por isso, a não ser que chova, já estou conformada com a situação e não me queixo.

O dia em questão estava límpido, por isso não me chateei com a caminhada. Combinei com o dono do gato (que mora pertinho de mim) que íamos buscar o meu carro e depois passávamos por casa dele e pegávamos no gato. À hora combinada, fizemos a viagem para a minha linda viatura.

Conversa puxa conversa, era tudo um grande "blá blá" aqui, "blá blá" ali, o tempo passou depressa. Já tinha mapeado na minha cabeça o trajecto completo, passo por aqui, viro ali, evito aquela rua que tem sempre mais trânsito...

O Blá Blá continuava. Ah e tal, o tempo, as nuvens, a conjuntura, apetece-me chocolate, já dormia uma soneca, viste a manobra que aquela besta quadrada acabou de fazer?! Isto e aquilo, o que achas de xpto, não percebo nada daquelas coisas, o que pensas tu disto aqui, e...

...e porque raio estamos nós já a meio caminho do veterinário E NOS ESQUECEMOS DE TRAZER O GATO?!

Olhámos um para o outro, semi-aparvalhados (teríamos ficado aparvalhados completos se já estivéssemos à porta do veterinário), sem saber o que dizer. O semáforo mudou e eu desatei a rir que nem uma desgraçada. Teria gostado de só ter dado conta do erro mesmo dentro do consultório...
"O que os traz por cá?"
"Queríamos que visse o animal, se está melhor"
"Que animal?"
"Er... na verdade, sotôr, têm-me doído as amígdalas... não dava uma espreitadela?... Er..."


Está matematicamente provado, eu sei bem com que pessoas me rodear, assim não me sinto a única pateta deste mundo...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Estas fotos são para o Tiago

Bollywood em Londres! E com homenzinhos mais ou menos flutuantes! É magia!


Fotos das férias de Londres

Mais vale tarde que nunca, e eu prometi fotos das minhas férias de Verão em Londres (os sacrifícios que eu faço!), por isso aqui vão umas pitorescas.


Eu a embelezar a guitarra patrocinada pelo Sr. Robert Plant (para os distraídos, eu sou a linda mancha laranja)


O fabuloso sentido prático britânico...


Star Troopers no National Museum! (E com este comentário acabei de assegurar o meu lugar entre os geeks...)

Sou japonesa

Finalmente consegui obter as minhas fotografias das férias do Verão. Entre Londres, Faro e festival de esculturas de areia, devo ter à volta de 150 a 200 fotos.

Está visto: em matéria fotográfica, eu devo ser é japonesa...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Pensamento do Dia ou O Horóscopo de Centro Comercial

Todo o bom português conhece o centro comercial, essa maravilha arquitectónica e consumista do mundo actual e que nós, lusitanos, consumimos com avidez sempre que podemos.

Os senhores proprietários dos centros comerciais querem a satisfação dos seus clientes e convenceram-se (e a nós, consumidores, também) que a melhor coisa é fazerem-nos sentir como se estivéssemos em casa ou, quiçá, na tasca do Primo Joaquim, onde todo o portuga bebe a sua vinhaça a martelo e come o seu pãozinho com chouriço.

Nada melhor para alegrar o Zé Povinho do que instalar televisores por toda a zona da restauração do centro comercial, para que o pobre coitado do cliente possa ter algo melhor que fazer do que conversar com a esposa ou os filhos, com quem teve a obrigação de ir comprar uns trapinhos. Ah, aqueles olhares vidrados nos ecrãs, aqueles "ãh?" dirigidos aos restantes membros da mesa!

Tudo isto para dizer que estava numa zona dessas, e resolvi ter o maravilhoso comportamento de seguir a manada e olhar para o televisor e ver que sapiências tinha para me contar. Achei o horóscopo. Maravilha!

O horóscopo do centro comercial apenas fala de amor, porque o portuga só quer saber do Cupido (ou isso, ou os donos daquilo têm medo que o Oráculo fale de Finanças, diga que é melhor poupar guito e lá se vai a febre consumista...). Todas as entradas para cada signo começam, invariavelmente, com um "no Amor" isto, "no Amor" aquilo...

Eu li isto um destes dias:

"Sagitário:
No Amor, guarde algum tempo para estar consigo mesmo."

Agora eu pergunto: porque raio fazem os senhores dos centros comerciais convites abertos à masturbação do Sagitário?!