quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Pensamento do Dia
Se eu detesto ver a velha à janela com a vizinha a discutir os pormenores da vida da D. Não-sei-quantas do terceiro esquerdo, porque raio adoro ler biografias? Sinto-me uma mini-voyeur.
(Tudo isto porque comecei a ler a auto-biografia do Stephen Fry e estou a gostar. Sinto-me suja outra vez.)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Pensamento do Dia
Acabo de aprender que as trompas de Falópio têm este nome porque foram "descobertas" por um tipo com esse nome.
Uma parte intrinsecamente feminina tem nome de gajo. Sinto-me suja...
Uma parte intrinsecamente feminina tem nome de gajo. Sinto-me suja...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Pensamento do Dia
Se achares que és patético por estares às duas da manhã a clicar no refresh da página do Facebook desesperadamente à espera de novidades que te entretenham...
...vai à secção dos jogos e verifica quem, dos teus amigos, está acima do nível 80 de qualquer jogo. Quem tem tempo para perder em jogos a ponto de chegar a esses níveis de mestria é mais patético que tu, é uma lei universal.
Agora com licença, vou-me esconder de todos os meus amigos que estão nessa condição. E não são poucos.
...vai à secção dos jogos e verifica quem, dos teus amigos, está acima do nível 80 de qualquer jogo. Quem tem tempo para perder em jogos a ponto de chegar a esses níveis de mestria é mais patético que tu, é uma lei universal.
Agora com licença, vou-me esconder de todos os meus amigos que estão nessa condição. E não são poucos.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Vamos falar de política
E pronto, não pode uma pessoa começar a escrever no blog que tem logo gente contente e a comentar que quer mais e tal (sim, falo de ti, Diana). Está mal. Como raio querem que eu continue gótica se ao mínimo esforço me começam logo a tratar bem?
Feito o desabafo, deveria falar de coisas interessantes a seguir, para manter o leitor preso às palavras e ansiosamente aguardando mais verborreia bonita (sim, ainda falo de ti, Diana). O problema é que eu, ontem, quando disse "até amanhã" estava mais ou menos a gozar de uma liberdade artística que queria dizer que, se calhar, o meu "amanhã" era mais "até para a semana," pelo que não preparei nada de novo. O que me coloca agora naquela posição complicada de ter que inventar assunto, tipo o político depois de ser apanhado em flagrante com uma mão nos impostos dos contribuintes e a outra na mama da assistente.
Assim sendo, só para dizer que até discuti um assunto sério, vamos lá falar de política e do papel importantíssimo que ela tem na minha vida.
Como boa patriota que sou, preocupada com estado do meu país, fiz a coisa mais óbvia: emigrei. Saí de Lisboa. Afinal de contas, não queria embaraçar os "meus" governantes tendo que pagar as dívidas que eles próprios contraíram.
Mudei-me para a terra com mais sol e calor de que me lembrei naquela altura: Londres. Isto só demonstra que sou mesmo boa a geografia e meteorologia, para não falar cheia de olho vivo para políticos. Senão, vejamos: eu, em suma, troquei este gajo
Na verdade, emigrei porque vi esta foto e achei que Londres é que era: uma cidade que permite ao Elmo ser Presidente da Câmara só podia merecer o meu respeito incondicional. Confesso que foi uma desilusão quando me explicaram que o presidente era, afinal, o loiro, e que quando o chamavam Marreta não era literalmente. Estive quase para voltar para Portugal e dar todo o meu dinheiro ao Estado.
Mas vou dar ao Boris uma oportunidade. Para começar, tem nome de mafioso russo, o que por si já lhe dá prestígio. Depois, deve ser primo do Soares no que toca ao jeitinho que tem para seguir as regras diplomáticas e para fazer figuras tristes, e isso merece certamente o meu voto. Gosto de poder olhar para cima na hierarquia e pensar "porra, este gajo pode ser mais rico do que eu, mas por Deus, ao menos eu sou mais... mais... pobre."
Agora vou jantar, que se faz tarde. Até amanhã.
Feito o desabafo, deveria falar de coisas interessantes a seguir, para manter o leitor preso às palavras e ansiosamente aguardando mais verborreia bonita (sim, ainda falo de ti, Diana). O problema é que eu, ontem, quando disse "até amanhã" estava mais ou menos a gozar de uma liberdade artística que queria dizer que, se calhar, o meu "amanhã" era mais "até para a semana," pelo que não preparei nada de novo. O que me coloca agora naquela posição complicada de ter que inventar assunto, tipo o político depois de ser apanhado em flagrante com uma mão nos impostos dos contribuintes e a outra na mama da assistente.
Assim sendo, só para dizer que até discuti um assunto sério, vamos lá falar de política e do papel importantíssimo que ela tem na minha vida.
Como boa patriota que sou, preocupada com estado do meu país, fiz a coisa mais óbvia: emigrei. Saí de Lisboa. Afinal de contas, não queria embaraçar os "meus" governantes tendo que pagar as dívidas que eles próprios contraíram.
Mudei-me para a terra com mais sol e calor de que me lembrei naquela altura: Londres. Isto só demonstra que sou mesmo boa a geografia e meteorologia, para não falar cheia de olho vivo para políticos. Senão, vejamos: eu, em suma, troquei este gajo
António Costa
por este
O Elmo e o outro que estava por acaso na fotografia
Na verdade, emigrei porque vi esta foto e achei que Londres é que era: uma cidade que permite ao Elmo ser Presidente da Câmara só podia merecer o meu respeito incondicional. Confesso que foi uma desilusão quando me explicaram que o presidente era, afinal, o loiro, e que quando o chamavam Marreta não era literalmente. Estive quase para voltar para Portugal e dar todo o meu dinheiro ao Estado.
Mas vou dar ao Boris uma oportunidade. Para começar, tem nome de mafioso russo, o que por si já lhe dá prestígio. Depois, deve ser primo do Soares no que toca ao jeitinho que tem para seguir as regras diplomáticas e para fazer figuras tristes, e isso merece certamente o meu voto. Gosto de poder olhar para cima na hierarquia e pensar "porra, este gajo pode ser mais rico do que eu, mas por Deus, ao menos eu sou mais... mais... pobre."
Olhó penteado da moda!
Podia fazer piadinhas com pendurezas e tal, mas era demasiado fácil.
Agora vou jantar, que se faz tarde. Até amanhã.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
"Querida, vou sair num instante para comprar tabaco e já volto."
Foi mais ou menos o que se passou comigo e com este blog. Saí para comprar os malfadados cigarros e, quando voltei, tinham-se passado dois anos. Olhei para o blog, ele olhou para mim. Acho que detectei alguma desaprovação no ar daquele gato da página principal, alguma desilusão. Abandonaste-me, diziam aqueles olhos amarelos. Como te atreves a julgar-me, disse-lhe eu, se não fosse por mim tu nem existias, seu ingrato! Depois apercebi-me que estava a gesticular e a vociferar para uma imagem de computador e calei-me. Quis sorrir-lhe, mas percebi que isso também podia ser visto como um sinal de que precisava de uma sala almofadada e um colete de forças com fitinhas. Fiz antes a minha cara mais neutra (aquela que os jogadores de poker sabem fazer, só que sem os óculos de sol, o chapéu ou a cara neutra) e meti mãos à obra. Vou escrever aqui a melhor obra literária que o mundo alguma vez viu! Assim de certeza que estas vozes desaprovadoras dentro da minha cabeça se calam e me deixam dormir em paz.
Uns segundos depois de estar a martelar as teclas do portátil, apercebi-me que, em vez do melhor romance do mundo, estava a escrever a melhor lista de compras do mundo. Respirei fundo. Apaguei tudo. Respirei fundo de novo algumas vezes mais, dei-me conta que exagerara e estava agora a hiperventilar e, como solução, parei de respirar. Fiquei tonta. Entrei em pânico, julguei que nunca mais iria conseguir respirar como gente normal, quando me dei conta que o ar já entrava e saía como Deus manda (ou aquela partezinha misteriosa do cérebro cujo nome me esqueci - é bom saber que os meus pais investiram num curso superior para isto). Teclado, aqui vou eu.
Depois decidi que escrever uma coisa com muito sentido e espectacularidade ia fazer parecer que tinha vendido o blog a terceiros. Afinal de contas, se nunca aqui se viu coisa que valha a pena ler duas vezes, era capaz de dar mau aspecto começar agora. Voltei a apagar tudo. E escrevi isto. Espero que seja do agrado de... das duas pessoas que juram que lêem o meu blog aos dias santos.
Por fim, para vos compensar o tempo perdido, tomem lá um gato com uma lima enfiada na cabeça. Pronto, dívida kharmica saldada. Até amanhã.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
...And it rises from the ashes!
Está aí alguém?...
...Voltei.
O blog vai ressuscitar.
(Não me batam pela ausência. Está aí alguém?)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
England again

Agora que sou uma body piercer importante e cheia de manias de estrela e tal, coiso, vou a Londres por uns dias para assistir à Convenção de Tatuagens. Prometo fotos para o regresso. Claro que, conhecendo-me como me conheço, será Natal e ainda vou estar a postar as imagens do evento aqui...
Mas vocês gostam de mim assim. Certo?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Hoje
Hoje foi o melhor dia da vida de alguém.
Hoje, alguém pediu para não nascer.
Hoje alguém ganhou a lotaria.
Hoje alguém resolveu enfrentar os seus maiores medos.
Hoje alguém foi feliz com alguém triste a seu lado.
Hoje, alguém não desistiu do seu sonho.
Hoje, eu disse um último adeus ao M&M e chorei a sua partida. Descansa em paz, amigo. Nunca te esquecerei.
Hoje, alguém pediu para não nascer.
Hoje alguém ganhou a lotaria.
Hoje alguém resolveu enfrentar os seus maiores medos.
Hoje alguém foi feliz com alguém triste a seu lado.
Hoje, alguém não desistiu do seu sonho.
Hoje, eu disse um último adeus ao M&M e chorei a sua partida. Descansa em paz, amigo. Nunca te esquecerei.
sábado, 28 de agosto de 2010
E, já agora...
A Saga Viagem VI
Isto já parece as obras de Santa Engrácia, Viagem Style. Vou deixar de ser preguiçosa e adiantar mais um post sobre a minha ida a Glastonbury. Não tenho muitos mais, podem estar descansados!
Hoje dedico-me às coisas interessantes, quiçá invulgares, com que me deparei naquela vila. Com suporte visual, claro está, para que os meus queridos também sintam que lá estiveram.
Hoje dedico-me às coisas interessantes, quiçá invulgares, com que me deparei naquela vila. Com suporte visual, claro está, para que os meus queridos também sintam que lá estiveram.
"Rabo Fechado" parece-me um bom nome para um bairro tuga
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Cogitações de nome
Como sabem, é hábito no nosso país os nossos paizinhos pegarem nos seus respectivos apelidos e darem-nos aos seus filhos aquando do registo. Como eu tenho paizinhos diferentes da norma, isso não aconteceu totalmente comigo.
Para começar, um dos meus apelidos foi cortado a meio. É um daqueles apelidos meio finórios, que teriam hífen aqui há uns anos atrás, e o meu pai decidiu que eu só era digna de ser meia finória, para não crescer com manias de que era gente. E assim, puf, vai-se um apelido.
O último nome da minha mãe é Gigante. Ela resolveu ter misericórdia da sua filha e não me deu o apelido, o que só revelou bom senso e capacidade de adivinhar o futuro, porque cresci tanto, mas tanto, que o alto do meu metro e cinquenta e seis centímetros ia ser demasiado para fazer juz ao nome. E assim, puf, vai-se outro apelido.
Deste modo, com tanta censura e corte, fico só com cinco apelidos. Está mal, porque a minha elevada condição social pede que tenha aí uns oito ou nove, devidamente hifenizados e com grafia estrangeirada, tipo, sei lá, um "Callaça" ou "Ghigantte." Tinha sido bonito, digo eu. É por estas e por outras que não apareço na Caras. Que pena.
Contudo, como a menina inteligente que sou, tive a espantosa e linda ideia de juntar o meu último nome com o apelido que a minha mãe me negou e criar toda uma nova personalidade, digna das revistas cor-de-rosa. Pus a cabeça a pensar muito, muito, e cheguei a duas combinações possíveis:
Para começar, um dos meus apelidos foi cortado a meio. É um daqueles apelidos meio finórios, que teriam hífen aqui há uns anos atrás, e o meu pai decidiu que eu só era digna de ser meia finória, para não crescer com manias de que era gente. E assim, puf, vai-se um apelido.
O último nome da minha mãe é Gigante. Ela resolveu ter misericórdia da sua filha e não me deu o apelido, o que só revelou bom senso e capacidade de adivinhar o futuro, porque cresci tanto, mas tanto, que o alto do meu metro e cinquenta e seis centímetros ia ser demasiado para fazer juz ao nome. E assim, puf, vai-se outro apelido.
Deste modo, com tanta censura e corte, fico só com cinco apelidos. Está mal, porque a minha elevada condição social pede que tenha aí uns oito ou nove, devidamente hifenizados e com grafia estrangeirada, tipo, sei lá, um "Callaça" ou "Ghigantte." Tinha sido bonito, digo eu. É por estas e por outras que não apareço na Caras. Que pena.
Contudo, como a menina inteligente que sou, tive a espantosa e linda ideia de juntar o meu último nome com o apelido que a minha mãe me negou e criar toda uma nova personalidade, digna das revistas cor-de-rosa. Pus a cabeça a pensar muito, muito, e cheguei a duas combinações possíveis:
- Gilaça
- Cagante
Er... Pensando melhor, se calhar é melhor não.
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