Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

England again


Agora que sou uma body piercer importante e cheia de manias de estrela e tal, coiso, vou a Londres por uns dias para assistir à Convenção de Tatuagens. Prometo fotos para o regresso. Claro que, conhecendo-me como me conheço, será Natal e ainda vou estar a postar as imagens do evento aqui...

Mas vocês gostam de mim assim. Certo?

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Hoje

Hoje foi o melhor dia da vida de alguém.

Hoje, alguém pediu para não nascer.

Hoje alguém ganhou a lotaria.

Hoje alguém resolveu enfrentar os seus maiores medos.

Hoje alguém foi feliz com alguém triste a seu lado.

Hoje, alguém não desistiu do seu sonho.



Hoje, eu disse um último adeus ao M&M e chorei a sua partida. Descansa em paz, amigo. Nunca te esquecerei.

Sábado, 28 de Agosto de 2010

E, já agora...


...Já comecei a trabalhar. Estou a adorar furar pessoas, nunca pensei! E, num tom um bocadinho sádico, dá-me um certo gozo chamar mariquinhas aos homens de barba rija que me pedem um piercing no mamilo, mas depois choramigam quando vêem a agulha...

A Saga Viagem VI

Isto já parece as obras de Santa Engrácia, Viagem Style. Vou deixar de ser preguiçosa e adiantar mais um post sobre a minha ida a Glastonbury. Não tenho muitos mais, podem estar descansados!

Hoje dedico-me às coisas interessantes, quiçá invulgares, com que me deparei naquela vila. Com suporte visual, claro está, para que os meus queridos também sintam que lá estiveram.



"Rabo Fechado" parece-me um bom nome para um bairro tuga


Um aviso que nos salva a vida?

"Tira-me daqui!"


Sim, é uma cabine telefónica. Sim, está cheia de... peluches. Nem pergunto nada...


A janela mais amiguinha do sexo feminino (e de alguns meninos, vá, admitam!)

Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Cogitações de nome

Como sabem, é hábito no nosso país os nossos paizinhos pegarem nos seus respectivos apelidos e darem-nos aos seus filhos aquando do registo. Como eu tenho paizinhos diferentes da norma, isso não aconteceu totalmente comigo.

Para começar, um dos meus apelidos foi cortado a meio. É um daqueles apelidos meio finórios, que teriam hífen aqui há uns anos atrás, e o meu pai decidiu que eu só era digna de ser meia finória, para não crescer com manias de que era gente. E assim, puf, vai-se um apelido.

O último nome da minha mãe é Gigante. Ela resolveu ter misericórdia da sua filha e não me deu o apelido, o que só revelou bom senso e capacidade de adivinhar o futuro, porque cresci tanto, mas tanto, que o alto do meu metro e cinquenta e seis centímetros ia ser demasiado para fazer juz ao nome. E assim, puf, vai-se outro apelido.

Deste modo, com tanta censura e corte, fico só com cinco apelidos. Está mal, porque a minha elevada condição social pede que tenha aí uns oito ou nove, devidamente hifenizados e com grafia estrangeirada, tipo, sei lá, um "Callaça" ou "Ghigantte." Tinha sido bonito, digo eu. É por estas e por outras que não apareço na Caras. Que pena.

Contudo, como a menina inteligente que sou, tive a espantosa e linda ideia de juntar o meu último nome com o apelido que a minha mãe me negou e criar toda uma nova personalidade, digna das revistas cor-de-rosa. Pus a cabeça a pensar muito, muito, e cheguei a duas combinações possíveis:
  • Gilaça
  • Cagante

Er... Pensando melhor, se calhar é melhor não.

Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Publicidade e kharma


Tenho estado a trocar mails deliciosos com a Trinca Espinhas. Não, não andamos a trocar receitas, mas o sabor du jour são os disparates e eu, já se sabe, deliro com disparates. O tema predominante tem sido gatos, o que é uma coisa estranha, como devem calcular - eu, gostar de gatos? Pshhh.

Momento publicitário: vão ao blog dela! É divertido e pateta como o meu, por isso vale a pena. Claro que o meu é melhor, mas eu sou uma pessoa justa e gosto que os segundos melhores também tenham direito ao seu momento debaixo do sol. E, estando 41ºC lá fora, acho que ela deve ver isto como uma prova de verdadeira amizade.

Nos mails que eu e a Trinca andamos a trocar, ela menciona uma das gatas dela, uma menina adorável que mija a cama, a banheira, roça-se por todo o lado, mia que nem uma Maria Callas felídea e ressona. Aproveitei logo a oportunidade para lhe dizer que ter-lhe caído uma gata destas na rifa só pode ser kharma, e culpei a vida anterior dela. Eu sei que tenho razão - gente com gatos ruins só pode ter sido uma pessoa horrível numa outra vida.

Proferidas (ou escritas) as palavras, lembro-me logo do meu adorável persa, o M&M das estepes, que mija o chão, mia aos gritos, exige atenção de hora a hora, resmunga quando é acordado porque já não nos ouve a chegar (está surdo), tem cataratas no olho que lhe resta e tártaro maldito nos dentes...

Ora, se cada um tem o gato que merece, e se o meu parece ser claramente mais ranhoso... isso quer dizer que a Trinca se calhar foi ladra na outra vida, mas eu devo ter sido mesmo assassina... Será?

Domingo, 25 de Julho de 2010

Pensamento do Dia

Se chamamos "paciente" ao gajo que está no médico...

...chamamos "impaciente" ao gajo que está saudável?

Sábado, 10 de Julho de 2010

Saga Viagem VI

Não vi animais abandonados em Glastonbury. Tipo como acontece em Portugal, estão a ver? Vi alguns gatos na rua, mas eram animais bem tratados, de ar descontraído. Estavam nos seus passeios matinais, como quem não quer a coisa. Só porque podem.

Conheci esta menina de ar simpático, fiz-lhe "pshh pshh" e eis que se veio logo roçar em mim, a oferecida.

"Snif snif... deixa ver o que trazes aí..."

"O quê? Sem cheiro a gato? Deixa-me tratar já disso!"

"Pronto. Agora finjo que não te conheço para me parares de melgar."

Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

A Saga Viagem V

Isto já está a parecer as obras de Santa Engrácia, com o tempo que estou a demorar a relatar a viagem, mas vocês gostam de mim assim.

Hoje há imagens do Tor. O Tor é uma torre que fica no alto de uma colina e é uma carga dos diabos para lá chegar. Os meus pulmões, a dada altura, ficaram-se pelo caminho. Infelizmente, sobrevivi para vos martirizar com as fotografias.

Tal como eu disse: longe como o caraças

Já menos longe. Um dos pulmões já se tinha ido por esta altura.

Oh pra esta maravilha de fotografia, com o sol por trás de mim
e as nuvens do dilúvio atrás da torre.
O homem que ali vêem sacou, a dada altura, de uma
flauta e tocou uma melodia toda mística. Ah, Avalon!








Olhá linda vista!



Afinal, parece que estive mesmo lá. Só para me lembrar.

Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Pensamento do Dia


Às vezes, quando menos esperas, o amor está mesmo à tua frente.

Novidades gateiras

O meu doentinho está melhor! YAY! O meu insuficiente está mais suficiente e já só precisa de fazer soro subcutâneo, ou seja, já não precisa de cateter na pata e só precisa de soro durante 15 minutos. Alegria!

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Vigília e etc.

No post anterior, anunciei que ia a uma vigília para ajudar os cães e gatos que são diariamente despejados no Canil Municipal de Lisboa. Acabei por não ir nesse Sábado, por razões fantásticas e maravilhosas (not!)

Há certas coisas sobre as quais nem sempre me apetece escrever, sobretudo porque é difícil espremer o humor delas, e eu gosto que este blog seja um escape pateta à realidade chata e não um querido diário de desgraças quotidianas.

Uma das coisas que ainda não mencionei é acerca de um dos meus gatos. Não são boas notícias, mas podiam ser piores.
Tenho um gato insuficiente. Seria giro se ele fosse insuficientemente peludo, ou quiçá patudo, mas a sua insuficiência é mais de natureza interior e mortal: o bicho é insuficiente renal. Isto quer dizer que os seus rins não depuram a proteína dos alimentos e que ficam toxinas acumuladas no seu sistema.

Uma das formas de ajudar o gato é dando-lhe soro. Todos os dias, cá em casa, prepara-se o estaminé para o bicho levar com três horas (três!) de soro fisiológico endovenoso. Para ser sincera, é de rir: como não temos equipamento médico-pretensioso, temos que usar um baixo (o instrumento, não uma pessoa anã) em cima de um sofá, segurar o bicho no colo e rezar para que ele não chateie durante 180 minutos. Alegria.

No dia da dita cuja vigília, tive que pedir à pessoa com quem ia para me ajudar com o soro. Esta amiga é uma pessoa que, de vez em quando, fica atolada de trabalho e fico sem saber dela durante uns cinco meses. A última vez que a convidei para jantar cá em casa, fiquei eu e o rapaz doentes do estômago e já circulam rumores de que ela é uma ave de mau agoiro. Mas eu gosto de sofrer e, por isso, lá continuo amiga dela.

Cá veio ela ajudar-me com o soro. Correu relativamente bem, com ela a segurar o animal no colo, eu a tentar desentupir a veia enquanto ela cerra os olhos como se não houvesse amanhã (ela tem medo de agulhas) e depois a tentarmos convencer o felídeo de que estar quieto três horas seguidas é bué de fixe.

Quando o assunto ficou finalmente arrumado, esta amiga resolveu ter a indecência de ir fazer um xixizinho. Porquê indecência? Lembrem-se que ela é a minha ave de mau agoiro pessoal. Está ela a sair da casa-de-banho, quando a oiço berrar por mim: "Oh Leonor, o persa não se aguenta em pé, anda cááá!"
Lá fui eu, sem saber muito bem o que aquilo queria dizer, para chegar e ver o pobre do gato velhote a ter um ataque epiléptico. Metia dó ver o bicho a contorcer-se no chão. Fiz o que sabia: massagem cardíaca, que não deve ser exactamente o antídoto para a epilepsia, mas pronto. A coisa passou.

Ora, a vigília deveria começar em breve, mas eu tinha um gato insuficiente e um gato epiléptico a recuperar em casa! O que raio fazer?! Martirizar-me acerca de não ir e vigiar o velhote de cinco em cinco minutos pareceu-me boa ideia e foi isso mesmo que fiz.

(Reparem aqui que a minha Ave de Mau Agoiro já fez das suas. Mas ainda não acabou!)

Depois deu-me a fome. Não havia nada de jeito em casa e acabámos por ir, os humanos cá de casa e a amiga, a uma gelataria aqui ao pé para comer uma tosta. Soube-me imensamente bem, que a fome era negra.
De caminho de volta, começa-me a doer a cabeça de uma maneira que mais parecia estarem-me a apertá-la com um torniquete. Eh pah. Será a descarga de adrenalina? Porra, isto dói. Despeço-me da amiga e vou para casa com o rapaz. O coração bate depressa. Será do amor que está no ar? Porra, que bate depressa e piora-me a dor de cabeça.

Meia hora depois... tah-dah, uma reacção alérgica! Fico vermelha, vermelha, vermelha, acho que uma tarde ao sol sem protector não faria melhor. Do decote para cima, faço homenagem aos índios. Rezo para não inchar.

Não inchei. Prometo que tinha tirado fotos para colocar aqui para efeitos científicos. A minha cara-metade ficou intestinalmente desarranjada e eu, gradualmente, depois de dois anti-histamínicos, lá fui deixando a tripo dos peles-vermelhas.

Agora eu pergunto: sou eu que tenho azar ou é a minha amiga que me faz mal?!

(Fofa, se leres isto, sabes que gosto muito de ti. E, se te sentires culpada pelas porcarias que me causas, oferece-me uma tostadeira. Estou a precisar de uma. Grata e beijinhos.)

Sábado, 19 de Junho de 2010

Eu sei, eu sei...

Tenho andado pouco por aqui. Tenho boas razões! Estou na recta final de um projecto importante (que depois partilharei), que me ocupa bastantes horas por dia, e a coisa tem-se arrastado. Prometo em breve continuar com as curiosidades da minha viagem do mês passado, que ainda tem sumo para espremer.

Numa outra onda, hoje vou a uma vigília em prol dos animais do Canil de Lisboa. É uma vigília que se processa em turnos de quatro horas cada e escolhi um turno mais ou menos morto, para ter a hipótese de pôr a conversa em dia com os meus companheiros de espera. Os cães e gatos merecem o frio que vou rapar e a figura triste que vou fazer de colete reflector.

Acham que pegava a ideia de montar uma banquinha de piercings expresso enquanto lá estou? Tipo as bancas dos cachorros-quentes...? Até podia oferecer um pãozinho com cada agulhada... Digam de vossa justiça.

Sábado, 5 de Junho de 2010

Ovinhos, Senhor

Ontem à noite, a minha cara metade anunciou que tinha fome. Como era tarde e não havia comida pronta disponível, ele disse que ia preparar qualquer coisa e ia-me incluir nos planos, como o lindo menino que é (eu gosto de gozar e dizer que ele quer é ver-me gorda. Coisas de gaja.)

"Preparar qualquer coisa," àquelas horas, normalmente, quer dizer "ovos." Mexidos, estrelados, quiçá escalfados (não, nunca aconteceu), Ovos é o prato preferido dos esfomeados nocturnos deste lar.

Como eu estava ocupada com qualquer coisa importantíssima (um filme da treta ou assim), fiquei na sala, enquanto o meu namorado fazia a sua magia culinária na cozinha. Decorridos uns dez minutos, aparece ele com um prato de sopa com os famosos ovinhos mexidos, cozinhados com margarina, como eu gosto.

Ele senta-se ao meu lado, com prato igual. Espeto o garfo num bocado de ovo e levo-o à boca. Estranho, o rapaz deu em inventor a desoras e juntou limão à comida. Fica meio estranho, mas nada de horrível.

Ponho outro bocadinho à boca e volta a saber-me a limão, desta vez mais forte. Algo se faz luz na minha cabeça e tenho que perguntar:

- Fizeste os ovos na frigideira que estava no fogão?

- Sim, - responde ele.

- Lavaste-a primeiro?

- Sim! - Mesma resposta, com orgulho.

Não consigo suprimir uma gargalhada, e claro está, ele olha-me como se eu tivesse enlouquecido.

- Lavaste-a como?

- Limpei a água que lá estava com um bocado de guardanapo e passei a frigideira por água.

Desta vez já me vinham as lágrimas aos olhos. Questiono-o acerca da quantidade de comida que ele já comeu, entretanto, na cozinha, e ele diz-me que já foi alguma. Se ele notou algum sabor estranho. Nem por isso, diz-me. Esta conversa demorou algum tempo, porque o riso não me deixava falar coerentemente.

Depois, vem a pergunta lógica dele: porque me perguntas isto?

- Porque... porque... a frigideira estava carregada de Fairy Limão!

A cara dele é imperdível. Aparentemente, ele já tinha comido um bocado de ovo no pão. Sabia-lhe a limão, mas nem pensou muito no assunto.

- Bem, - digo eu, a chorar de divertimento, - pelo menos ficas limpinho por dentro!