sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Cartão multibanco
Entretanto, tendo-me dado conta que não sabia o PIN novo (porque nunca recebi nada pelo correio), resolvi dirigir-me a um balcão do meu banco para saber se era possível sabê-lo lá, ou se me podiam atribuir um outro PIN, ou qualquer coisa que o valesse. Retrato aqui a seguinte conversa, com alguma liberdade criativa:
- Bom dia.
-Bom dia. Em que posso ajudar?
- Passa-se o seguinte: o meu cartão velho vai deixar de funcionar amanhã e acabei de reparar que o novo não veio com PIN, e precisava de um novo.
- O PIN é o mesmo de sempre, minha senhora.
- "O mesmo de sempre", como assim?
- Sim, é o que lhe foi atribuído de início, desde o primeiro cartão que tem.
- O original?
- Exactamente.
- Mas eu não uso o PIN original, mudei o número para outro mais conveniente para mim...
*Cara de afronta* - Ah, e não se lembra qual era?
*Cara de espanto* - Se o mudei porque não queria decorar um número novo, é óbvio que não me lembro dele, não acha?...
- Não guardou o papel original?
*Cara de espanto maior* - Claro que não, então vocês não pedem sempre aos clientes que destruam o papel por razões de segurança?!
*Cara de político que esconde escândalo sexual* - Pois, certamente. Pois, se não tivesse mudado o código...
*Cara de quem vai explicar algo a um menino muito burro e muito pequenino* - Oiça, nas caixas Multibanco é-me dada a opção de mudar o código, certo? Certo. Eu mudei o código, e de forma perfeitamente legal, ou seja, com o vosso aval. Agora vem-me dizer que posso mudar de código, desde que decore o antigo? Então para que o mudo em primeiro lugar, porque é fashion?!
*Cara de afronta de novo* - Certamente que não, minha senhora. Deseja pedir um cartão novo? Implicar-lhe-á custos.
*Cara de Zé Povinho* - Oh que espanto, eu ter que pagar por uma estupidez vossa...
Enfim, mais palavras para quê?...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
O Restaurante Nepalês
Um amigo meu foi acometido por aquele sentido de aventura que corre nas veias de todo o lusitano decente e foi a um restaurante nepalês. Ir a um restaurante nepalês, quer-me parecer, indica que temos que ir preparados para ver a presença de comidas exóticas e impronunciáveis na ementa, como lentilhas cozidas em buracos de lama, ou iguarias afins.
Porém, nada, mas NADA o preparou para a bebida que ele viu na ementa nepalesa. O que seria? Leite de iaque aromatizado com tâmaras avinagradas?
Não... Sumo de laranja natural.
Mas então, o que há de exótico no sumo, perguntam-me vocês?
Só lendo...
Bebam por vossa conta e risco!
domingo, 20 de janeiro de 2008
As verdadeiras origens da ASAE
sábado, 19 de janeiro de 2008
O cogumelo que veio do espaço
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
...
Se eu pedir agora mesmo uma fortuna imensa e incalculável, acham que os gnomos da sorte também ma dão?
Vou ali esperar deitada e já venho...
Momento paranóia
FUJAM!!!
A Internet faz-me mal à cabeça, está visto.
Danny Cavanagh
Para quem sabe do que falo, aqui ficam algumas imagens de um dos melhores momentos musicais da minha vida.
Gatos Metaleiros
Cubro a minha cara com o véu da vergonha e redimo-me com uns momentos felídeos. Espero que apreciem.
O persa mais metaleiro que conheço.
"Sim, pah, é um urso, algum problema?!"
"Muahahahah, sou mau, sou o rei dos maus, estou em cima de um cão e ele nem pia!"
"A não ser que me estejas a prometer comida, não é com essas falinhas mansas que me convences a descer..."
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
GPS

- Se nos enganarmos, o GPS não devia ficar impávido e sereno. Deveria haver o modo "esposo" ou "esposa", para aqueles que viajam sozinhos mas têm necessidade de companhia, que nos gritasse, sempre que virássemos no local errado: "Mas és estúpida? Eu não te disse que era nesta rua? Avisei-te há QUINHENTOS metros, pelo amor dos santos! É sempre a mesma porcaria! Mas porque te deixo conduzir?!"
- Caso o GPS tenha a funcionalidade nº 1, sugiro que também seja à prova de choques.
- Sem nos avisar, o GPS devia obrigar-nos a fazer desvios só porque há ali, a uns meros 100kms, uma fontezinha milenar mesmo gira, mesmo que tenhamos deixado claro que temos pressa. Afinal de contas, quando morrermos, é este tipo de recordações que levamos para a cova.
- Se estivermos num troço de estrada particularmente difícil, o GPS devia obrigar-nos a fazer um Sudoku antes de nos dizer onde temos que ir a seguir. Uma vez mais, observar a funcionalidade nº 2.
- Se estivermos parados há mais que dois minutos no trânsito, o GPS devia cantar para nós. Sugiro a minha amiga Sónia como voz (por favor, observar MESMO a funcionalidade nº 2!)
- A fim de nos ajudar a enquadrar melhor nas culturas dos países visitados, a língua do GPS devia mudar para a do país onde estamos. Além disso, frases vernáculas deveriam ser acrescentadas, para nos imiscuírmos melhor com os habitantes locais.
- Dói-me a cabeça.
Eu sou uma pioneira e os anos dar-me-ão razão...
E, já agora, os fumos

Dia dois de Janeiro
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- Mudar de ano é uma seca. Lembra-nos que temos mais um aniversário a aproximar-se (esta ideia vender-se-ia especialmente bem junto daqueles que fazem anos na mesma altura que eu...)
- Não mudar de ano implica não envelhecer... (vamos fingir que isto tem uma lógica bestial e que é o mudar de ano que nos traz rugas e complicações)
- Não mudar de ano implica não pagar mais de portagem no regresso a casa do dia 1 de Janeiro, o pão não aumenta, nem a taxa de juro da habitação...
- Se mudar de ano é começar uma época cheia de promessas, então mudar de dia tem o mesmo efeito. Quero fogo-de-artifício e concertos todas as noites! "Bom dia 11 para 12 de Setembro!", gritariam os artistas no palco. Até podiam viver no palco, porque dali a 24 horas teriam que voltar a actuar...
- "Tenha um bom ano!" Que monte de tretas. Porque não desejamos uma boa década uns aos outros? Ou um bom período de duas horas e 45 minutos? Pff...
- Dói-me a cabeça.
Comecei bem o ano, diriam vocês. Eu pergunto: ano, que ano? Isto não é o autocarro para 2005?
Imagem: http://web.mit.edu/jeffa/www/fireworks%202005%20(14).jpg
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Carta ao Menino Jesus
Vais-me desculpar não te ter escrito antes, mas tenho andado muito ocupada com aquilo que tu criaste: a mania das prendas! Pois é, vais-me querer negar que resolveste nascer no Natal só para teres as atenções todas?
Também tens que me desculpar nunca te ter escrito antes. É que sabes, o Pai Natal costuma ser mais fashion do que tu, anda mais nas bocas do mundo, é mais fácil lembrarmo-nos dele; além disso, sendo pagã, acho que ficava mal andar com grandes intimidades literárias (leia-se, troca de correspondência) contigo... não fosse o teu Pai fazer-me entrar em combustão espontânea antes mesmo de abrir os meus presentes, em jeito de castigo.
O ano passado escrevi ao Pai Natal, cheia de boas intenções, para lhe sugerir coisas que ele também teria direito a ter nesta época, mas o desgraçado do gorducho não me respondeu, vê lá. Assim, este ano resolvi dar-te atenção a ti, Menino Jesus, na esperança que sejas um puto mais fino e tenhas uma atitude mais como deve ser.
Tal como no ano passado, não te peço prendinhas. Já sou crescidinha o suficiente para saber a quem devo pedir essas, por isso vamos ao que interessa: eu quero é saber coisas! Dado que é Natal, e não se deve mentir (sabes que, sendo pequenino, se mentires, não recebes prendinhas, não sabes?), achei que seria a altura ideal para te colocar umas questões que só tu saberás responder, na tua infinita sapiência infantil:
- Quando nasceste e te deitaram numa cama de palha, a dita não te picava? É que estavas nú... aquilo devia ser um bocado chato.
- Quando percebeste que tinhas sido colocado num estábulo com uma vaca e um burro (falo dos animais, seus mal-intencionados!) não pediste o Livro de Reclamações?
- Falando em reclamações, tens alguma coisa a ver com a criação da ASAE? Se não, podias ser um fixe e dar uns açoites nalguns meninos que tiveram umas ideias um bocado estúpidas de proibir tudo o que é artesanal neste nosso Portugal?
- Quando te apareceram os Reis Magos, mijaste para cima de algum?
- Adivinhavas que, dois milénios depois, a malta se borrifasse para ti e pensasse mais no Pai Natal e nas prendas?
- Irrita-te essa coisa de a malta ter a mania de enfeitar as varandas com Pais Natal pendurados, mas nenhum Menino Jesus?
- Envergonhas-te por seres sempre representado com o pirilau de fora nesta altura do ano, e a levar porrada na Páscoa?
- O bolo-rei foi alguma prenda escondida de um dos Reis Magos? É que ouro, incenso e mirra... quer dizer...
- Tinhas alguma árvore decorada no teu estábulo? Bolinhas, enfeites, bonecos de neve?
- Não vais pedir ao teu Pai para me incendiar, pois não?
Desculpa lá não me alongar mais, mas o tempo urge e tenho que ir alambazar-me com o banquete, e depois com as prendas, e depois com mais comida, e depois um filme, e depois... espero que entendas, no Natal temos que dar atenção ao que realmente interessa.
Com carinho,
Leonor
Para os fundamentalistas religiosos: eu não me chamo Leonor, eu não existo, eu não estou no Sul do país neste momento. Na realidade, esta mensagem toda foi uma profissão de fé profundíssima, tão profunda, tão profunda, que é dogmática. Não questiones o que é sagrado, fundamentalista! Agora vai para casa chibatar-te e cantar músicas de Natal, vai.

