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domingo, 17 de setembro de 2006

Pensamento do dia

(referindo-se a uma estátua religiosa mostrando Cristo a ser elevado - ou deitado - por uns anjos):
"e aqui vemos Jesus a ressuscitar ao fim de sete dias"

José Hermano Saraiva

O mistério adensa-se

Assim que terminei de escrever o post acerca do livro que estou a ler (ver dois posts abaixo), continuei a minha leitura do dito cujo. Para mal dos meus pecados, bastou virar, literalmente, a página para verificar que, afinal de contas, também me lembrava de ler aquele capítulo, já quase no fim... o que quer dizer que as minhas teorias anteriores são uma grande treta e eu sou uma desgraçada com Alzheimer precoce.

Ou isto me enche de alegria ou me deprime seriamente. Ainda não decidi.



(Pelo menos, continua a minha convicção que sou uma teimosa do caraças e que nunca deixo um livro a meio...)

Que fartura!

Observem o meu jantar de ontem.


Como podem verificar, as lulas recheadas eram enormérrimas, aquilo encheu-me o estômago de uma forma descomunal, de tal forma que... fui comer de novo duas horas depois.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Sou um poço de virtudes...

You are Strenght (Tarot card)

You Are Strength

You represent both fiery energy and steadfast will.
You are innocent and naive - yet unafraid and undaunted.
Perhaps you don't have the most powerful physical strength...
But your mental powers make up for any amount of muscle.

Your fortune:

Lately, you have been a pillar of ethics and moral strength.
And while things may be difficult, your faith in yourself will come through.
You may need to conquer the animalistic nature of yourself or others, with gentle force.
Although this may seem like the darkest hour for you, victory is near.

O fim do mistério?

Lembram-se do livro que estava a reler e cujo conteúdo era um mistério? Pois bem, mistério resolvido: aparentemente, eu nunca cheguei a ler o livro até ao fim, porque me aborreceu de morte...

Agora temos um novo mistério: então porque carga d'águas se imprimiu na minha mente que:
a) o tinha lido até ao fim e;
b) o tinha achado bestial?

A minha vida pulula de mistérios assombrosos. Vou já a correr elaborar a minha auto-biografia.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Have a Nice Day

Vou começar pelo mais importante: eu prezo o meu sono de beleza. Quando não o tenho, fico rabujenta, o mundo desaba e as pessoas excessivamente alegres tornam-se alvos a abater. Ora bem, é com neste estado de espírito que escrevo, porque dormi, esta linda noite, duas míseras e pobres horas. Continuem a ler, que eu quero partilhar convosco um vislumbre do meu dia.
Meia-noite. Começou o dia 13 de Setembro. Ainda não tenho sono, mas isso não é demasiado problemático, embora tenha uma consulta de estética às 11h e vá ter que acordar uma hora antes para me despachar a tempo. Mas tudo bem, desde que durma um mínimo de sete horas, o sol ainda brilha...
Uma da manhã. Começo a ter algum cansaço, começo a pensar em dormir. Arremato umas pontas soltas do que estou a fazer e, é 1h30, apago a luz para entrar no mundo dos sonhos.
Uma e trinta e cinco.
Dez para as duas.
Duas e um quarto.
Bem, estou cansada e não consigo dormir. Para ajudar, sempre que me descontraio o suficiente e acho que até vou dormir, oiço o ar condicionado do vizinho a disparar a um ritmo de cinco minutos de cada vez a cada quarto de hora. Isto promete. Dou umas voltas na cama e, felizmente, o cansaço é demasiado para sequer considerar desejar ao vizinho uma caganeira.
Ligo a televisão e vejo uma série qualquer na televisão, uma coisa divertida com um detective obsessivo-compulsivo. Para mal dos meus pecados, reparo que, apesar de estar cansada, consigo tecer comentários mentais e fazer críticas ao episódio. Isto está mau.
Acaba a série, desligo o televisor e nova tentativa para adormecer.
Três da manhã.
Três e um quarto.
O ar condicionado continua de turbina ligada a intervalos mais ou menos regulares. Oh, sim, que emoção.
Tenho sono! Quero dormir!
Quatro e dez.
Quatro e meia. Apre, que estou a começar a ficar irritada. Tenho que acordar às dez, não posso recuperar o sono perdido dormindo até mais tarde. Penso, com dor de alma, como será quando tiver um emprego de horas normais e tiver que acordar cedo todos os dias.
Um bocadinho depois, sinto uma leve sonolência. Jáo não tenho que lutar contra a almofada, o lençol, o colchão, o ar condicionado! Adormeço... Felicidade!
Duas horas depois, acordo com o meu gato mais velho a vomitar debaixo da minha cama. Deixem-me explicar melhor: a vomitar no chão de madeira não tratado do meu quarto, no qual não posso passar uma esfregona! Corro para a cozinha, vou buscar papel absorvente e tiro aquela massa - bolas de pêlo - do chão. Pronto, salvei o chão e... perdi o sono.
Fico na cama. O meu quarto cheira a domicílio de caloiro em dias de Queima. Nham. Entretanto, os meus gatos resolvem raspar desalmadamente o chão para "tapar" o cheiro, mas claro que ingloriamente. Já não tenho turbina de a/c, tenho raspar de unha de gato.
Respiro fundo...
Fico na cama até a minha mãe se levantar, passam das sete. Falo com ela, resmungo com a vida, viro-me no colchão que parece desconfortável e traidor.
Acabo por ir comer alguma coisa. De bucho mais cheio, lá me vem o sono. Durmo 45 minutos e liga-se o despertador. Dor! Fico enjoada, tonta, com vómitos. Desmarco a ida à esteticista, não consigo sair de casa.
Entretanto, não durmo mais. Não consigo.
Tenho umas epifanias. Coisas de artesanatos e tal, que quero pôr em prática. O que vale é que isto ainda me vai dando para ter ideias...
Quando finalmente saio de casa, está cinzento e feio. O sol não tem o desplante de sorrir. Acho muito bem!
Recebo uma encomenda que esperava. Tinha um papel que me interessava muito lá dentro, que ficou dobrado por causa do palerma do carteiro. Se pudesse, naquele instante, tinha-o fulminado com napalm.
Vou aos correios, pedem-me quase 40€ para autenticar dois papelinhos. Como?! Também os fulminava com napalm.
Eu juro, mas eu juro, que se até à meia-noite, que é quando este maldito dia 13 acaba, se alguém me deseja um bom dia, eu... eu... eu...
...ainda choro.
E desculpem lá se não vos desejo um bom dia, mas se dormiram mais meia hora sequer que eu, então tiveram um dia fantástico.
E claro que, se eu tivesse conseguido fazer o ulpload da imagem que queria para ilustrar isto tudo, era sinal que a vida era boa demais...

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Antes e Depois

Como também tenho direito a ter nostalgias, aqui vão duas fotos em que estou eu e o Bruno, para verem as diferenças (e gozarem comigo, sim, sim, eu sei).

Esta é de 2001:


Esta de 2006:



Agora podem rir à vontade. Obrigada.

domingo, 3 de setembro de 2006

As novas Sete Maravilhas do Mundo


Toda a gente sabe da existência das Sete Maravilhas do Mundo. De todas as classificadas como tal, apenas uma se mantém de pé, sendo o desaparecimento das restantes considerado como uma grande perda para o património da Humanidade.

Pois bem, um génio resolveu criar uma nova lista de maravilhas possíves, as mesmas foram votadas e restringidas a apenas sete, e agora essas estão a votos.

Portugal foi o país escolhido para apresentar as novas Sete Maravilhas do Mundo. A data de revelação das mesmas será a 07/07/07, e de entre a lista de candidatos, estão o Taj-Mahal e o Cristo-Rei do Rio de Janeiro.

O nosso belo país mostrou-se uma escolha ideal, segundo o organizador do evento, tendo em conta que não tem nenhuma maravilha no rol, tornando-se assim território neutro.

Pois aqui eu começo a discordar... Não tem nenhuma maravilha? Então e EU?!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Oferta de emprego

Deambulava eu pelos sites de ofertas de emprego, quando me deparo com esta pérola:

"Seleccionamos Menina/Senhora com muito boa apresentação, solteira, disponivel para viajar, Oferecemos boa remuneração, prémios, viagens, favor enviar cv com foto por email : ag1@netcabo.pt - mencionar Ref#Sec-Admn."

Alguma candidata?

(Não, eu não me posso candidatar, afinal de contas, sou deficiente na área da "muito boa apresentação"...)

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

sms

Não sei se isto é um fenómeno comum, mas eu costumo lembrar-me melhor dos sonhos que tive na noite anterior quando deito a cabeça na almofada na noite seguinte. Da mesma forma, as coisas que me sucedem imediatamente após o meu despertar ficam em stand-by imensas vezes na minha caixinha mental de memórias até à mesma hora do dia seguinte...

Pois bem, pelos vistos tive ontem ao acordar um acontecimento interessante que obliterei da mente até hoje de manhã. Eu tenho tido a mania de ligar o telemóvel apenas à hora do almoço, mas ontem resolvi fazê-lo assim que acordei, vá-se lá saber porquê. Assim que o liguei, veio a musiquinha irritante da Nokia e o esperado silêncio, pelo que coloquei a cabeça de novo na almofada e, por breves segundos, as minhas ideias deslizaram novamente para o mundo onírico. Contudo, sou despertada por um desagradável som de mensagem recebida, um bip bip sem qualquer tipo de cerimónia, que interrompe as cogitações flutuantes e agradáveis que estava a ter e que sabem tão bem (sabem a preguiça, esse néctar).

Vou a espreitar a mensagem e reparo que não conheço o número. Leio o seu conteúdo, ainda sob influência do sono. Dizia qualquer coisa como "obrigado por teres estado lá, foste uma fofinha, beijos" Apaguei a mensagem a seguir, ainda confusa. Era um agradecimento pelo quê, exactamente?
Ora eu sei que estive "lá", eu estou sempre em algum lado, é a maldição de se estar vivo, uma pessoa ocupa sempre espaço algures. Também sei que sou uma fofinha, muito obrigada, mas desta vez é porque estou, misteriosamente, num "lá" qualquer. É porreiro quando reparamos que somos maravilhosos simplesmente porque respiramos e não estamos em decomposição algures por aí. E recebi beijos, o que também é agradável, desde que não seja de uma tia cheia de baton e nem precisei de bater pestana para o merecer, apenas tive que existir.

A mensagem não era para mim, suponho. Mas que se lixe, fui eu que a recebi, finder's keeper's, sou fofinha só por isso, existo, mereço beijos, e mais nada. Ena, o que um(a) desconhecido(a) faz pelo nosso ego, ainda para mais, logo pela manhã! Obrigadinha, pah. Outra dose de fofice para ti, quem quer que sejas.

E que giro que o afagar de ego tenha tido um efeito retardado de 24h, ein?

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Supresa...

Quem diria, ein?...

Your Ideal Pet is a Cat

You're both aloof, introverted, and moody.
And your friends secretly wish that you were declawed!

Terapia

Ando a ler o Therapy do David Lodge. Comprei um pacote de três livros dele por 14€ na FNAC, fiquei toda contente quando vi esta promoção, como boa viciada em livros (e compras) que sou.
Já tinha lido o Therapy em português há uns anos atrás, por duas vezes, mas achei que não faria mal nenhum dar-lhe uma espreitadela na diagonal para relembrar tudo, ainda para mais, tendo em conta que a história tem a ver com um homem que anda - como bem indica o título - num processo terapêutico, o que sempre me dava material para concordar ou mandar vir com o Sr. Lodge, tipo jogo de futebol - "está mal, pah, devia ter sido assado e não assim!"
Pois bem, mistério dos mistérios, não me lembro de rigorosamente nada do conteúdo do livro. Coisa estranha, bizarra, quase impossível! Eu recordo-me sempre de qualquer coisa, nem que seja para dizer que é uma porcaria. Ler é assimilar, afinal de contas. Mas esta obra assemelha-se à virgem nervosa na sua noite de núpcias, só que a desgraçada tem amnésia e não se lembra que fez cirurgia reconstrutiva das partes íntimas e isto afinal não é novidade nenhuma...
Assim, cá vou lendo, capítulo a capítulo, as coisas relatadas, e aqui e ali lá surgem coisas das quais me recordo, mas nem por isso consigo antecipar o que está para a frente. Tendo em conta que esta é a terceira vez com que me deparo com esta obra, há que dizer que quem começa a achar que precisa de terapia sou eu, ou de uma lobotomia.
Se calhar o livro é a metáfora da vida. Podes passar por determinada circunstância nefasta mais que uma vez, mas isso não te impede de repetir a asneira uma e outra vez caso necessário, porque nunca te lembras e não aprendes? Ou então, que a vida, muito simplesmente, nos causa amnésia? Ou que isto tudo é como um prato de feijoada, pode provocar gases mas comemos sempre uma pratada porque obliteramos as dores abdominais da nossa mente? Ou...
...ou se calhar este livro tem o condão de se afundar nas partes obscuras da minha mente e está condenado a ser esquecido logo após ser lido, tipo maldição do Faraó.
Sugestões, alguém?