quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Ups...
Já que estava numa de ver coisas, resolvi também ir à caça de cortinados. Entrei n' A Loja do Gato Preto mais próxima e pus-me a mirar os ditos como se não houvesse amanhã (confesso que não sei o que é que isso quer dizer, mas achei que ficava giro dizê-lo). Uma menina aproximou-se de mim, solícita, e perguntou-me se necessitava de ajuda. "Sim," respondi-lhe eu, "gostava de saber se, porventura, irão receber mais mercadoria desta em breve." A funcionária pergunta-me qual a côr que desejo ao certo, pelo que aqui a inteligente (sim, eu!) lhe responde, sem pestanejar: "preto, e grosso!"
...
Obviamente que não me descosi depois do faux pas, limitei-me a aproveitar o ar doutoral que a roupa me conferia e referir que tinham que ser bem opacos, porque a ideia era obliterarem completamente a luz do dia, e tal... e tal, e... lá está, porque... isso.
Lição de vida: sempre que tiveres uma shopping spree, por favor vai para casa antes que ela te estupidifique por completo e te faça derreter os poucos neurónios que te tenham sobrado da adolescência...
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
"E viveram felizes para sempre"
- O príncipe, na verdade, cheira mal dos pés e dá um peidinhos mal-cheirosos de vez em quando;
- A princesa sofre de SPM e vai acabar por engordar uns quilinhos valentes dali a cinco anos;
- Os sogros de ambos são uns chatos e vão fazer visitas constantes ao casal, azucrinando-lhes e paciência com frequência;
- A internet não existia nestes tempos, nem a televisão ou o rádio, pelo que ou as pessoas se entretinham a bordar coisas foleiras ou a arranjar desacatos para ter duelos;
- O irmão do príncipe é bem mais giro que ele e a princesa vai-se arrepender de ter escolhido tão cedo;
- O príncipe tem a fantasia de ver a sua esposa com outra aia, levando um estalo na cara e dormindo no sofá sempre que o sugere à princesa.
"Viveram felizes para sempre"... tal como na vida real.
A Gerência não se responsabiliza pelos danos causados aos Tribunais americanos ou de outra nacionalidade; contudo, caso haja algum processo instaurado que resulte em indemnização, a Gerência informa que quer 50% dos lucros - afinal de contas, a ideia toda xpto veio deste maravilhoso (esse sim, mágico!) blog.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Aviso da Gerência
Gratos pela presença, leitura e crítica, subscrevemo-nos com as maiores vénias virtuais.
A Gerência
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Pérola IVG
(Homem inteligente ontem ou anteontem no Telejornal)
A gerência pede desculpa aos dinossauros, que obviamente não podiam existir, porque não estava nenhum ser humano por lá para testemunhar a coisa.
Natal?
No entanto, por muito excitante e fabuloso que fosse eu passar o resto deste post a falar das manobras vis e escondidas do FBI, Governo e ETs, quero mostrar-vos, caros amiguinhos, a mais maravilhosa decoração de Natal de todos os tempos. Só porque sou querida e quero que todos os meus fabulosos leitores tirem ideias daqui e tenham noites descansadas. Sim, eu sou a Martha Stewart dos blogs metaleiros.
Pois bem, aqui têm! Maravilhem-se.

Reparem na alvura do anjo (que, incidentalmente, tem as asas coladas ao contrário, o pobre, se tentar voar em direcção ao céu estatela-se no asfalto), no seu ar sereno enquanto rapta a criancinha, que chora de hipotermia (afinal de contas, o bebé está em roupas menores e é Inverno, como podem reparar pelo pormenor da neve, por amor dos Deuses). E, pedra de toque da maior finura, ele segura um sino a anunciar que leva a criancinha com ele e não há nada que possamos fazer para o impedir. É poesia em movimento, senhores e senhoras!
Como referi, não sou paranóica. Sou mesmo, mesmo saudável. Como tal, não me vou interrogar porque é que este Natal não foi bafejado por uma torrente de chuva que encharcasse esta visão apocalíptica, nem sequer vou achar que o dono da obra de arte a vai manter até à Páscoa na sua varanda, altura na qual substituirá o bebé por um senhor barbudo adulto, igualmente em trajes menores...
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Parabéns a mim
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Ano Novo, Treta Igual
Tenho pena do ano velho. Toda a gente deseja que o novo seja melhor, que não haja tanta injustiça, que haja mais paz, mais dinheiro na carteira (vai sonhando, lusitano), mais momentos de ternura com os filhos. E o ano velho pensa na sua vida quando era pequenino e toda a gente olhava para ele com a mesma esperança. Aposto até que, se o ano velho tivesse olhos, cairiam ali umas lagrimazitas de tristeza.
E, de resto, confesso que o ano novo me desilude sempre. Dão-se as mágicas doze badaladas e o mundo fica na mesma, os carros não começam a voar, não há pontes sem portagem, não há teletransporte... um aborrecimento.
O ano novo alegra-me por saber que, pelo menos, é um bom pretexto para estar com pessoas amiguinhas e de quem gostamos (aqui vai a graxa pós meninos e meninas que sabem quem são)...
Por isso, rabujices à parte, desejo a todos uma boa vida, ano após ano, e que vivamos para ver teletransportes e coisas que tais.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Balanço
Balanço da época de festas: 1,5kg ganhos.
Claro que os desgraçados foram todos direitinhos para o meu rabo... drama.
domingo, 24 de dezembro de 2006
Carta ao Pai Natal
- Uma banda gástrica - eu sei, eu sei, é uma coisa invulgar, mas confessa que andas a ficar cada vez mais rechonchudinho, e isso, na tua idade, não pode ser saudável. Imagina tu que ficas preso numa chaminé! Era uma chatice... E com isto passo para o próximo item na minha lista;
- Um equipamento de alpinista - andar a subir e descer chaminés pode ser uma tarefa dolorosa e um Pai Natal da vanguarda tem que ter o melhor dos equipamentos (sim, porque eu sei que tu nem sonhas em fazer batota e pedir aos elfos que façam o exercício todo por ti);
- Lubrificante - para pôr na chaminé para deslizares melhor (e não ligues aos pensamentos impuros que os outros meninos e meninas possam ter tido ao ler isto);
- Um extintor - a Mãe Natal já deve andar farta de te remendar os fundilhos das calças chamuscadas pelas lareiras acesas;
- Comida vegetariana - os tradicionais biscoitos e o copo de leite podem ser charmosos, mas confessa lá que ao fim de algum tempo enjoam... para não mencionar a tal coisa de te alargar o bojo. Comidinha vegetariana era uma alternativa saudável e, se ficasses rabujento com a falta de açúcar, era da maneira que começavas a premiar as crianças bem-comportadas e a castigar as endiabradas com mais afinco;
- Um equipamento sado-maso - sim, porque eu tenho a certeza que, por detrás desse ar angélico que tu tanto te esforças por mostrar, tens um lado mais malandreco. Aposto que tu e a Mãe Natal gostariam de ter uns acessórios para apimentar a vossa relação! (Sim, porque eu não acredito que um casamento tão longo aguente os restantes 350 dias do ano só com renas e neve e neve e renas...);
- Um trenó de titânio - eu sei que a madeira é tradicional e tal, mas já é tempo de aderires às novas tecnologias. Afinal de contas, qualquer dia os amigos dos direitos dos animais vão-te bater à porta e exigir que deixes as renas em paz! Dá um descanso às coitadas e faz um upgrade ao teu material voador.
- Um gestor de conta - eu sei que tu és altruísta e gostas de ver as crianças felizes, mas vê lá se um dia não entras em falência, da forma como isto anda...
- Uns óculos novos - sei que esta prenda pode ser um bocado bota-de-elástico, mas eu sei de fonte segura que há crianças que ficam chateadas contigo depois de abrir as prendas, porque te pedem um foguetão e recebem um par de meias. Só posso chegar à conclusão que andas a ler mal os pedidos, não é? E, agora, por fim;
- Um sistema GPS - não me leves a mal, velhote, mas a verdade é que não é com os obsoletos mapas que chegas lá! Tenho reparado que o teu mapa tem certas partes do planeta apagadas, como a África. Como tu não tens mariquices de racismos e politiquices parvas, sei que isso só se pode dever ao facto de teres um mapa de mil setecentos e troca-o-passo. Toca a começar a pensar nas crianças que não têm chaminé (e, pensando bem, c'os diabos, também se devia fazer uma lista de prendas tropicais para ti... e vacinas).
E pronto, Pai Natal, espero que não me leves a mal esta minha ousadia, mas acho que também mereces que pensem em ti nesta altura do ano, já que no resto do ano te tornas miragem. Faz umas boas viagens, não te esqueças de descansar e beber bastante chá quente, leva um casaco quentinho e elogia as tuas incansáveis renas!
(Ah, e por favor coloca caca de rena no sapatinho dos meninos que aumentam os impostos mas conduzem carros topo de gama... melhor, coloca a caca nos assentos dos carros. Obrigada.)
Com os melhores cumprimentos e votos de um Feliz Natal,
Leonor
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Simplex
Aqui vai um exemplo, por mim vivido, para vosso gáudio.
(O que vale é que gosto da minha pátria, senão em vez de rir, chorava...)
EU: Bom dia, estou a telefonar para saber como posso fazer para ser voluntária/funcionária na vossa instituição.
OUTRO LADO: Isso não é neste número que tem que perguntar [este era o número para onde quem precisa dos referidos serviços liga]...
E: Sim, eu sei, peço desculpa, mas pedia-lhe que tivesse a gentileza de me encaminhar para o número apropriado, dado que o vosso cartaz não o indicava.
OL: [hesitando] Vou-lhe dar o contacto do Gabinete.
E: Grata.
(Ligo para o outro número)
E: Bom dia, estou a telefonar para saber como posso fazer para ser voluntária/funcionária na vossa instituição.
OL: [secamente] Isso não é aqui.
E: [suspirando e tentando ignorar a respiração enfadada da senhora no bocal do telefone] Importa-se de me encaminhar para o contacto apropriado?...
OL: Isso é com a Secretaria. Vou passar.
E: Obr... [interrompida pela musiquinha clássica institucional de espera]
(na Secretaria atendem, ao fim de cerca de 3 minutos de espera)
E: [sentindo-me um atendedor de chamadas] Bom dia, estou a telefonar para saber como posso fazer para ser voluntária/funcionária na vossa instituição.
OL: Isso não é aqui que tem que perguntar, tem que ligar para o atendimento!
E: Mas eu liguei para esse número primeiro e disseram-me que era aqui...
OL: Não não não, é mesmo lá, mas com o outro número que aparece no cartaz. Encaminho?
E: [proferindo impropérios mentalmente] Se fizer o favor...
(mais 3 ou 4 minutos de espera e a fatídica musiquinha)
E: [sem comentários...] Bom dia, estou a telefonar para saber como posso fazer para ser voluntária/funcionária na vossa instituição.
OL: Mas isso não é aqui, tem que ligar para o Gabinete.
E: Olhe, eu sei que isto não é problema seu, mas... [respiro fundo, para não causar má impressão com desabafos menos de boas famílias] NÃO me encaminhe para o Gabinete! Eu liguei para o número no vosso cartaz, de lá mandaram-me para o Gabinete, depois para a Secretaria, depois para aqui, e agora quer-me mandar de novo à estaca zero?!
OL: [hesitando e tentando soar institucional - ser funcionário público, mesmo voluntário, exige um certo perfil, obviamente] Mas este número não serve para o tipo de informações que deseja.
E: E a sua solução é mandar-me de novo para um local onde, dez minutos antes, me disseram ser o errado?
OL: [hesitando novamente] Importa-se de aguardar? Vou perguntar a alguém o que fazer.
E: [pensando o fantástico que é a hierarquia institucional] Com certeza...
(DEZ minutos depois, com aquela musiquinha que já se me entranhava nos poros)
OL: Olhe, desculpe, isto está demorado, importa-se de esperar mais um bocadinho?
E: [inspiro fundo e conto até dez muito depressa] Com certeza...
(mais cinco minutos depois)
OL: Vou-lhe dar um número, tem que ligar para lá a pedir informações, mas só para a semana, que a Dra agora não está.
E: [desejando saber qualquer coisa de Tantra, para ter aquela paciência milenar] Muito obrigada.
Tendo em conta que a última jovem que me atendeu conseguiu fazê-lo porque estaria a desempenhar as funções que eu almejo, eu pergunto: ela apareceu ali por obra e graça? É portadora do segredo do "como entrar num trabalho de voluntariado"? Tem medo que eu seja da Al-Qaeda?
Engº. Sócrates, ainda bem que nos é complicado ser voluntário neste país, caso contrário, já viu a quantidade de gente que se oferecia para ajudar? Seria o fim do mundo...
Pensamento do Dia
Agora que temos o Acordo de Bolonha a funcionar, não será de actualizar o dito para "deu o peido doutorado", a fim de continuar a dar um ar de finura ao acto de "ir para o jardim das tabuletas"?...
Adenda
Só para esclarecer. Não quero depois ter clientes a exigir o dinheiro de volta por pensarem que, em vez das Farinhas Amparo, me saiu o curso nos Totós...

