
quarta-feira, 21 de março de 2007
Primavera ou A melhor forma de entrar nesta época do ano

sexta-feira, 16 de março de 2007
Telefonema - As Sequelas Que Nunca Morriam
Recebo hoje um telefonema, que correu desta forma tão fluida e mágica:
EU: Estou?
FULANO: Boa tarde, daqui fala do [nome da instituição], estou a falar com a Leonor Canudo?
EU: ... (a pensar se isto não será para os Apanhados) Desculpe?
FULANO: Leonor Canudo?
EU: (com uma vontade de me rir gigante, mas a tentar dominar-me. Eu dou-te o canudo!) Embora até possa ser parecido (imeeeenso!), o meu apelido é Calaça... mas pelo menos chamo-me Leonor...
FULANO: Aah... então é engano...
EU: Bem, mas eu chamo-me Leonor, haverá possibilidades de...?
FULANO: (cheio de vontade de se rir também) Então muito obrigado, desculpe!
EU: (quase a desmanchar-me e estragar o ar doutoral todo da conversa) Boa tarde...
Mas isto acontece-me só a mim, ou acontece-me só a mim? Canudo!
domingo, 11 de março de 2007
Carnaval é quando uma mulher quiser...
sexta-feira, 9 de março de 2007
Pensamento do Dia
Filosofia de bolso ou A arte de ter uma (des)conversa fabulosa

sábado, 17 de fevereiro de 2007
Cor mariquinhas
- "Cor-de-rosa" - começamos logo com este nome altamente falacioso. Já repararam que, quando se fala em rosas (a flor), pensamos imediatamente nas rosas vermelhas? Isto se formos pessoas normais e saudáveis e nada patetas, claro. Vermelho, essa cor fabulosa que desperta paixões e já fez cair Impérios (antes que um historiador qualquer me queira corrigir, aviso que estou a dar uma de José Hermano Saraiva e inventar os factos à medida da minha imaginação). Isso sim, é uma cor de gente crescida.
- Cor de menina - falando em gente crescida, já repararam que todas as mães adoram vestir as suas criancinhas do sexo feminino de rosa? Será uma forma de assegurar que elas nunca brinquem com tractores e Action Men? Obrigada mãe, por nunca me teres vestido de rosa e por me teres deixado brincar com G.I. Joes. Isso explica tanto acerca da minha pessoa.
- Rosa é um vermelho mal sucedido - para mim, o cor-de-rosa foi, em tempos idos, quando os deuses ainda povoavam a Terra, uma cor deslavada (tipo bege) que quis ir mais longe. Era uma cor com ambições, com pretenções a chegar a algum lado e ser alguém. Tanto se esforçou que começou a mudar, a mudar mesmo para melhor, quando sofreu um desgosto qualquer e se ficou pelo meio termo. O seu objectivo era o vermelho e ficou-se pelo primo afastado, rosa. Pensando bem, isto podia ser uma alegoria acerca de tanta coisa na vida de tanta gente...
- Rosa tornou-se popular através da malícia - "já que não posso ser uma cor famosa e deslumbrante, vou conquistá-los por outros meios! Vou fazê-los pensar que rosa é fixe e fazer disto moda! Muahahah!" E assim começaram as modas patetas de meter cor-de-rosa em tudo o que é coisa. Ah, e também foi assim que o Bush, Jr. fez campanha para a presidência dos EUA e ganhou...
- Rosa já é cor de gajo - depois de ter visto um bom amigo meu (que conheci na sua fase metaleira) com uma camisa rosa, tive que me render e perceber que esta maldita e venenosa cor já se inflitrou também nas hordes masculinas. E, convenhamos, um homem tem de estar mesmo seguro da sua masculinidade para vestir cor-de-rosa com descontracção (ou isso ou mostrar à namorada que a ama, se a camisa for ofertada por ela). Falando em camisas e abrindo um parêntesis, gostava que algum elemento do sexo masculino me dissesse se seria capaz de usar uma camisa de padrão de pele de cobra em qualquer cor, e que cor seria ela. Estou a fazer uma sondagem. Obrigada.
- Já não sei o que mais dizer desta cor feiosa.

Posto isto, eu gostava de dizer que lamento que o rosa não tenha chegado a vermelho, que lamento que a moda goste tanto dela (cor de vómito de camelo também me parece ter potencialidades e não vemos o Gaultier todo excitado com ela, não percebo) e que não haja um fenómeno cataclísmico qualquer que faça com que o raio da cor caia em desgraça.
(imagem: http://www.gaffer.org.uk/images/pink_bike_ride/PINK%20BMX.jpg)
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Telefonema
ENTREVISTADORA: Boa tarde, estou a falar com a D. Maria Chalaça?
EU: Calaça.
ENTREVISTADORA: Como?
EU: C-a-l-a-ç-a.
ENTREVISTADORA: (resolvendo passar a ignorar o apelido, porque devia ser demasiado complicado) A Maria tem disponibilidade para vir a uma entrevista de emprego amanhã?
EU: Sim, tenho, desde que seja de manhã. E, já agora, se não se importa... é Leonor.
ENTREVISTADORA: (se calhar a dar o tilt) Como?...
EU: Prefiro que me chamem Leonor, se não se importa.
ENTREVISTADORA: (tom de voz espantado) Quer que a trate por Leonardo?!
EU: (estarei na Twilight Zone sem saber?) L-e-o-n-o-r. Leonardo é só depois da operação.
ENTREVISTADORA: ?
EU: Deixe lá. (Sou uma incompreendida, penso, dramaticamente) Sim, posso ir. A que horas?
Agora deixo para a vossa imaginação se fiquei com o dito cujo emprego...
Mais uma para vos alegrar do Dia dos Namorados
Aprendi mais um trivia de S. Valentim, para alegrar todos os gatos metaleiros deste universo. Aqui vai:
- Sabiam que o São Valentim, padroeiro dos namorados, também é o padroeiro dos epiléticos e da peste negra? Ah pois é!
Da próxima vez, se eu vos desejar um bom dia de peste, já sabem que é do fundo do coração e cheio de carinho...
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Bzzz
Quem é que consegue fazer uma mísera sesta de meia hora e ser castigada pelos deuses com uma mordidela mesmo a meio da testa, quem é?
Eu não, claro que não.
Romance a granel

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Sim... e agora?
- Agora que ganhou o SIM, isto quer dizer que acabaram os referendos a este tópico, ou que, à semelhança do anterior, daqui a uma década temos outro a perguntar aos portugueses se mantêm a sua convicção?
- Há propostas concretas e exequíveis para avançar com a IVG em estabelecimentos de Saúde autorizados, a lançar em tempo oportuno, ou também temos que esperar uma década para serem implementadas?
- Como vão fazer com os hospitais que, em massa, se declaram, antes do referendo, objectores de consciência? Obrigar os médicos a deixarem de o ser (algo que considero difícil e imoral, afinal de contas, todos temos direito à nossa opinião, seja ela qual for)? Contratar médicos que não o sejam para esses locais, transferir alguns que o são para outros locais?
- Como se processa isso com o pessoal de Enfermagem? Têm direito de se afirmarem objectores de consciência também?
- Os processos médicos vão ser confidenciais?
- Quanto vai custar uma IVG numa clínica privada?
- Agora que referendámos o "botão", podemos passar a falar do "fato", isto é, é desta que o Governo resolve apostar na educação sexual, para tornar quem tem ou deseja ter relações sexuais, pessoas responsáveis e conscientes?
- Como consegui eu escrever este post de forma tão adulta? (desculpem, mas não resisti...)
Posto isto, resta-me dizer que fiquei satisfeita com os resultados, apesar de ter achado que os argumentos, aquando das campanhas para ambos os lados, terem sido perfeitamente disparatados (salve-se a participação do Prof. Doutor Pinto da Costa - não, não é o Jorge Nuno! -, que foi a única lúcida e informada, na minha humilde opinião).
Agora, resta-nos esperar para ver. Espero que todo este processo seja tomado de forma adulta e que não haja as habituais trocas de galhardetes entre o "sim" e o "não", nem que se transforme esta questão de saúde uma cruzada religiosa, espiritual ou política. Sim, porque isto apenas começou... Juntemo-nos para evitar que sejam necessários fazer abortos - apostemos na informação da populaça!
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Etiqueta?...

Recebi um mail dos Bichanos do Porto com um artigo de uma senhora que escreve para a revista do jornal Sol. Esta senhora, aparentemente, tem o propósito de dar noções de etiqueta aos seus leitores; desconheço se das outras vezes o seu papel foi bem sucedido, mas posso mostrar como NÃO o foi desta vez.
Tive o desprazer de ler a sua rubrica "Consultório de Etiqueta" intitulada "O Insuportável Gato". Sinceramente, gostava de saber onde adquiriu a sua fabulosa qualidade de enxovalhar os ditos animais (e, por arrasto e sem pudor, todas as pessoas que gostam dos mesmos), dado que a sua "escola de etiqueta" ficaria, decerto, encantada com a sua aluna pródiga. Ser capaz de, em breves linhas, ser pretensiosa, mal-educada, ignorante e incómoda é um patamar a que poucos se podem orgulhar de atingir.
Dado ser psicóloga de profissão (e sim, como deve calcular, amiga dos animais todos em geral), sugiro-lhe que adquira algumas publicações referentes a distúrbios fóbicos, para melhor poder aconselhar, da próxima vez, as pobres leitoras que tenham medos. Qualquer profissional da minha área lhe dirá que não é a fugir do objecto fóbico que se cura a fobia, muito menos quando este é inócuo. A senhora, na sua tentativa de ser empática (e, desculpe, antipática), não fez mais do que reforçar a noção que a D. Ana Isabel Lima tem dos felídeos, ou seja, piorou a vida à sua leitora.
Falando como amiga dos animais, sugiro-lhe também que pondere a sua vida caso tivesse que abdicar dos seus confortáveis desodorizantes, caso fosse pontapeteada com violência sempre que desagradasse ao próximo. Já agora, desejo, de todo o coração, que a sua esteticista nunca entre de férias, dado que poderá ser acometida de um imenso "calor peludo, imensamente repelente," coisa aborrecida para uma senhora da sua fina estirpe e belo trato social.
Por fim, e reforçando o facto de ser psicóloga, ofereço-lhe uma consulta grátis, para a ajudar a ultrapassar esse medo irracional que tem de tudo o que tem mais que duas patas. Também lhe emprestava os meus gatos, mas eles são animais sensíveis e educados, estou certa que se sentiriam melindrados com a sua presença menos peluda, mas igualmente repugnante.
Posto isto, despeço-me, desejando que a sua estadia na revista da "Sol," de futuro, seja mais produtiva e culta. Os momentos infelizes que temos na vida, quando propositadamente criados são, esses sim, uma "ordinarice indesculpável."
Leonor Calaça"
